Um caso de suspeita de intoxicação alimentar mobilizou pais, alunos e autoridades em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na tarde de terça-feira (7), mais de 60 estudantes da Escola Técnica Sandoval Soares de Azevedo apresentaram sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, fraqueza e desmaios logo após o almoço servido na unidade escolar.
Segundo relatos, o alimento suspeito seria um salpicão preparado na cozinha da escola e servido como parte da merenda. Pouco tempo após a refeição, diversos alunos começaram a passar mal dentro das salas de aula e nos corredores, gerando pânico entre os colegas e preocupação nos professores.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar chegaram rapidamente ao local para prestar socorro. Devido ao número elevado de vítimas, o posto de saúde mais próximo não conseguiu absorver toda a demanda, e muitos estudantes precisaram ser encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité.
De acordo com informações repassadas pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), a maioria dos alunos recebeu alta ainda na noite de terça-feira, mas alguns permaneceram em observação por apresentarem quadro clínico mais sensível. A pasta confirmou que acompanha o caso em parceria com a Vigilância Sanitária e a Polícia Civil, responsáveis por coletar amostras dos alimentos e avaliar as condições de armazenamento e preparo da merenda.
A direção da escola informou que tomou todas as providências assim que os primeiros sintomas foram percebidos. Professores e funcionários auxiliaram no resgate das crianças, oferecendo água, apoio e acionando imediatamente os serviços de emergência. A SEE/MG destacou, em nota, que se solidariza com as famílias dos estudantes e reforçou o compromisso de garantir uma alimentação escolar segura e de qualidade.
O caso reacendeu o debate sobre a segurança alimentar nas escolas públicas da Grande BH. Pais e responsáveis cobram explicações sobre os critérios de preparo e fiscalização da merenda, exigindo transparência e ações preventivas para evitar que novos episódios ocorram. Para muitos deles, a situação representa um alerta para a necessidade de reforçar as boas práticas de higiene e a capacitação dos profissionais envolvidos na produção das refeições.
Enquanto as investigações seguem, a comunidade escolar aguarda respostas sobre o que causou o surto de intoxicação. Amostras dos alimentos foram recolhidas e encaminhadas para análise laboratorial, e o laudo técnico deverá indicar se o problema teve origem em contaminação bacteriana, armazenamento inadequado ou falhas no preparo.






