Comerciantes em Divinópolis denunciam prejuízos aos bares e restaurantes do Bom Pastor; causa: eventos na Praça Nelson Pelegrino

Áudios enviados a Gleidson Azevedo relatam perdas mensais, queixas de garçons e estragos na praça

Publicado por: Geraldo Passos

Comerciantes do entorno da Praça Nelson Pelegrino pediram socorro ao prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, por áudio. Eles dizem sofrer prejuízos com eventos recorrentes e danos na praça.

O que os áudios dizem

Um comerciante reclama da sequência de eventos na praça. “Mais uma festa aqui na Praça Nelson Pellegrini… me prejudica… mais um sábado que eu vou ser prejudicado.

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Ele reforça a perda no caixa e no salão. “Está me prejudicando. Prejudica eu, prejudica os meninos que têm as vendas aqui do restaurante.”

Outro comerciante se apresenta e relata exaustão. “Nós estamos sem força… a cada 20 dias, uma vez por mês, tá tendo essa festa aqui nessa praça.”

Ele descreve obstáculos físicos no local. “Você vai naquela praça e não consegue andar dentro dela… de tanta barraca que tem.”

As falas citam custos e burocracia. “Tô correndo atrás do alvará… Eu estou sufocado.”

O mesmo comerciante expõe aperto financeiro. “Eu não tô dando conta de pagar minhas contas… a escola dos meus dois filhos tem três meses [atrasado].”

Há menção a medidas legais. “O pessoal tá querendo entrar no Ministério Público… pra ver a veracidade dessas festas ilegais.”

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Ele também questiona arrecadação e notas fiscais. “Sem pagar imposto… Sem tirar nota fiscal… O município deixando de arrecadar.”

Frequência, faturamento e garçons

Os relatos apontam eventos quase mensais. Comerciantes registram queda de faturamento nos fins de semana afetados. Garçons relatam perdas em gorjetas e extras. Segundo o líder comunitário Chocolate, a insatisfação cresceu. Ele diz que a rotina de festas reduziu a renda do bairro e cobrou solução imediata.

Danos à Praça Nelson Pelegrino

Comerciantes, moradores e lider comunitário relatam estragos nos canteiros e no mobiliário. Eles pedem proteção do gramado, limpeza reforçada e ordenamento do espaço após cada evento.

O que os comerciantes querem

Um calendário fixo. Alternância de locais. Regras para som e dispersão do público. Fiscalização de barracas, rotas livres de pedestres e reforço da limpeza. Diálogo com a prefeitura antes da autorização de cada edição.

Fala de um empresário

“Gleidson, nós estamos sem força, cara. Nós estamos sem força. É porque a cada 20 dias, uma vez por mês, tá tendo essa festa aqui nessa praça. Certo? Eu tenho três meses, quatro, que eu tô lutando pra organizar meus alvarás. Certo? Alvará de acessibilidade, projeto de acessibilidade.

Você vai naquela praça e não consegue andar dentro dela. De tanto barranco que tem, de tanta barraca que tem. Certo? Pode olhar no processo meu de fiscalização. Tô correndo atrás do alvará pra pagar imposto de mesa que eu ponho na calçada. Certo? Tudo bem. Eu estou sufocado. Eu não tô dando conta de pagar minhas contas. A escola dos meus dois filhos tem três meses, tá atrasado. Minha esposa falou comigo hoje. Eles vão cortar os benefícios que a gente tem. Então, tá difícil, cara. O pessoal tá querendo entrar no Ministério Público com o doutor Sérgio Dini pra ver a veracidade dessas festas ilegais que tá tendo. 

Porque, pra mim, isso é uma festa ilegal. Fora as outras que acontece duas, três por final de semana. Certo? Com bebidas sei lá de onde que tá vindo. Se tá vindo com álcool, metanol, querosene. Entendeu? Sem pagar imposto. Sem tirar nota fiscal. O município deixando de arrecadar. Então, é meio complicado, sabe? Acho que é complicado pra nós, comerciantes. E… Pra vocês do… Tomar conta da… Da nossa cidade, sabe? Mas tudo bem. Bom final de semana pra você. Que Deus te abençoe”.

Outro empresário também reclama.

“Ô, prefeito, boa tarde, beleza? Tudo bom? O moto aqui… (inaudível). Cara, mais uma vez, mais uma festa aqui na Praça Nelson Pellegrini, onde eu, que tenho que empregar, gero emprego, não que eles não geram, não tem nada contra, mas me prejudica novamente mais um sábado que eu vou ser prejudicado. Eu fico aqui no meu campo, prejudico ninguém, com meus estabelecimentos aqui, mais uma vez vou ser prejudicado por essa festa que eu não sei se pago ou deixou de pagar imposto, também não quero saber, não é da minha alçada.

Mas, para mim, está ficando complicado. Por que não faz perto dos estabelecimentos participantes, de algum local? Eu sei que a praça é pública, mas está me prejudicando, viu? Está me prejudicando. Prejudica eu, prejudica os meninos que têm as vendas aqui do restaurante”.

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