O quadro Mulheres Abrigo, no Divinerws promoveu mais nesta segunda-feira, mais uma roda de conversa transformadora, dedicada ao tema das dores que não se explicam apenas pela medicina tradicional. O encontro destacou como sofrimentos emocionais e espirituais se manifestam fisicamente, impactando a saúde de maneira silenciosa e duradoura.
Cláudia e Alessandra Borges ressaltaram que corpo, alma e espírito são dimensões inseparáveis da vida humana, e que a cura plena só acontece quando há equilíbrio entre esses três pilares. A fala permeou reflexões sobre fé, autoconsciência, apoio terapêutico e a necessidade de reconhecer as origens das dores emocionais.
As marcas invisíveis que se tornam visíveis
Durante o quadro, foram relatadas situações de pessoas que, mesmo após percorrerem consultórios médicos e realizarem diversos exames, não obtiveram diagnósticos conclusivos para suas dores. Muitas vezes, as respostas estavam ligadas a experiências emocionais mal resolvidas, que se transformaram em sintomas crônicos.
A terapeuta Alessandra Borges chamou a atenção para esse processo:
“O corpo fala quando a alma cala. Muitas vezes, aquilo que não conseguimos verbalizar se manifesta em forma de dor, alergia, tensão ou doenças psicossomáticas. O primeiro passo para a cura é dar nome àquilo que sentimos e reconhecer o momento em que essa dor começou.”
Ela reforçou ainda que a autoresponsabilidade emocional é essencial para romper o ciclo do sofrimento e que buscar ajuda, seja médica, terapêutica ou espiritual, não é sinal de fraqueza, mas de maturidade e coragem.
Fé e espiritualidade como fonte de cura
A fé foi outro pilar destacado. Para as integrantes do Mulheres Abrigo, recorrer à espiritualidade pode ser um caminho de acolhimento diante da dor. A Bíblia foi lembrada como guia para tempos de angústia.
Já Cláudia Borges se manifestou ao relacionar a experiência da fé com o processo de cura:
“Jesus diz: ‘Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei’. Esse alívio é real. Quando entregamos nossas dores a Deus, encontramos paz, serenidade e a força necessária para enfrentar as batalhas internas e externas.”
Cláudia também destacou que muitas doenças físicas têm raízes emocionais e espirituais, e que compreender isso é fundamental para alcançar equilíbrio:
“Não se trata de negar a medicina, mas de entender que a saúde integral só acontece quando corpo, mente e espírito caminham juntos.”
Convite à reflexão e à transformação
As palestrantes reforçaram que o encontro não tinha o objetivo de oferecer soluções imediatas, mas de abrir caminhos de reflexão. Para o Mulheres Abrigo, compreender a origem das dores e buscar apoio especializado pode transformar não apenas a vida individual, mas também os relacionamentos familiares e sociais.
“Onde o pensamento vai, o homem vai”, lembraram as organizadoras, destacando a importância de cultivar pensamentos saudáveis e de investir em práticas de fé, diálogo e reconciliação.
Próximos encontros
O Mulheres Abrigo anunciou que continuará com a pauta voltada ao bem-estar físico, emocional e espiritual, convidando a comunidade a participar. A participação é aberta a todos que desejam viver processos de transformação e cura.






