Em mais uma transmissão impactante do quadro “Mulheres Abrigo”, realizada nesta segunda-feira, diretamente da redação do Divinews, as terapeutas Cláudia Borges, e Alessandra Boprges, com a participação especial de Leila Bento, conduziram um profundo debate sobre saúde mental, autoestima, cura emocional e os desafios da vida moderna, em especial para mulheres. A live foi repleta de reflexões, relatos pessoais, dados preocupantes sobre ansiedade e depressão no Brasil e convites à transformação interior. Com depoimentos comoventes, a edição consolidou o projeto como um espaço de acolhimento.
A urgência de olhar para dentro
“Como está a sua saúde mental?” – foi com essa pergunta que Cláudia Borges deu início à live. Segundo ela, muitos estão preocupados com aparência, carreira e performance, mas negligenciam o essencial: as emoções. “As pessoas mostram uma vida nas redes sociais que geralmente não é. Quando colocam a cabeça no travesseiro, muitas estão chorando por dentro”, alertou.
Leila Bento, psicanalista e escritora, reforçou: “A busca pela saúde mental não é luxo. É sobrevivência”. Ela relatou que mais de 68% das pessoas adoeceram mentalmente após a pandemia, e que o Brasil ocupa hoje o primeiro lugar no ranking de países mais ansiosos do mundo. “O que me preocupa é que só 30% das pessoas buscam ajuda e apenas 10% permanecem no tratamento”, lamentou.
Autoconhecimento e fé: as ferramentas da virada
Durante a live, Leila também compartilhou trechos de seu novo livro, que será lançado no próximo sábado às 17h, no Salão Olympia. A obra, recheada de técnicas e QR Codes interativos, visa ajudar mulheres a se reencontrarem. “Não é um livro comum. Ele te convida a se ler. A entender o que está dentro de você, que ainda dói”, disse.
Ela revelou que demorou a entender seu valor: “Eu fugia dos convites. Achava que não tinha nada para acrescentar. Só depois que comecei a me tratar, entendi que autoestima é o valor que você se dá. E só quem se cura, cura os outros”.
Cláudia reforçou que muitas pessoas só procuram ajuda quando já estão no limite. “A doença mental chega aos poucos, silenciosamente, como a física. E nós precisamos estar atentos, porque uma pessoa adoecida pode adoecer uma família inteira.”
Ansiedade: alerta e movimento
Alessandra Borges, que participou da live remotamente, trouxe uma reflexão importante: “A ansiedade em si não é ruim. Ela é um movimento da alma. O problema é quando a gente não sabe canalizar esse movimento e acaba adoecendo.” Ela destacou ainda a importância de nomear sentimentos, reconhecer dores e buscar ajuda especializada.
O trio também falou sobre o estigma entre cristãos que acreditam que fé é suficiente para curar todas as dores emocionais. “Grupos religiosos são maravilhosos, mas não substituem o olhar técnico de um terapeuta ou psiquiatra”, pontuou Leila.
Dados, experiências e acolhimento
Durante o programa, as palestrantes citaram dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde e destacaram o número crescente de jovens e homens com transtornos mentais. Também enfatizaram a importância de pequenos gestos cotidianos de apoio e escuta. “Precisamos arrumar um lugar na nossa agenda para ouvir o outro. Saúde mental começa pela empatia”, defendeu Cláudia.
Ao final, o trio relatou experiências de superação e fé. “Nós somos a menina dos olhos de Deus”, disse Leila. “Nos curamos para curar gerações”, completou Cláudia.






