Vice de Cleitinho ao Governo de Minas: lista de possíveis nomes cresce em meio a especulações e articulações políticas de bastidores

Publicado por: Geraldo Passos

A pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais tem sido acompanhada de um fator que revela a complexidade da construção de sua chapa: a indefinição sobre quem ocupará a vaga de vice. O próprio parlamentar, em diferentes entrevistas e declarações, já citou nomes distintos, demonstrando que o quadro ainda está longe de ser pacificado.

Os primeiros nomes
Em entrevista ao Divinews, Cleitinho mencionou inicialmente o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, como possível vice. No entanto, a hipótese esfriou com o passar dos meses, a partir do “namoro” de Roscoe com Nikolas.  Em uma segunda oportunidade, o senador citou também o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Leite, e o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Falcão, que chegou, recentemente, a ter o apoio explicito do prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, irmão do senador. O nome do deputado federal Euclydes Pettersen foi colocado em pauta como possibilidade. Porém, a “bola da vez” agora, é a deputada Greyce Elias.

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A nova especulação: Greyce Elias
Mais recentemente, uma nova articulação surgiu no cenário político mineiro. A deputada federal Greyce Elias (Avante) passou a ser apontada como potencial candidata a vice-governadora ao lado de Cleitinho. O movimento ganhou força após publicação nas redes sociais do deputado Euclydes Pettersen, que revelou ter participado de uma reunião em Brasília com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, Cleitinho e a própria Greyce.

O papel do PL
Segundo revelou a coluna “O Fator”, o PL avalia lançar Greyce como vice de Cleitinho em uma eventual chapa para o Palácio Tiradentes. A reunião tratou, entre outros pontos, da possibilidade de filiação da deputada ao partido de Valdemar Costa Neto. A presença de Cleitinho no encontro reforça a articulação e amplia a leitura de que sua candidatura, com ou sem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, está em plena fase de ajustes estratégicos.

Simões no tabuleiro político
Há também especulações de que o vice-governador Mateus Simões (Novo), que busca se firmar como nome da direita para disputar o governo de Minas, poderia alterar todo o cenário. Mesmo aparecendo entre 4% e 6% em algumas pesquisas, Simões já teve seu nome associado a uma possível chapa com Alex Diniz, suplente do senador Cleitinho, como vice — numa retribuição pelo investimento feito em sua campanha ao Senado. Nesse desenho, Cleitinho se retiraria da disputa, apoiando o candidato de Romeu Zema, com Nikolas Ferreira também se recolhendo, abrindo espaço para Simões captar o voto da direita, com apoio de Bolsonaro. O problema é que, após visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente em prisão domiciliar, surgiram rumores de que ele [Tarcisio] seria o “abençoado” por Bolsonaro para a disputa presidencial, desde que ele se empenhasse na aprovação da anistia. Nesse caso, a equação não fecha, já que o governador de Minas, Romeu Zema, também trabalha sua pré-candidatura ao Planalto. Se a pretensão de Zema se consolidar, dificilmente Bolsonaro apoiaria Simões, o nome indicado e apoiado pelo governador mineiro.

Desafios da composição
O cenário ainda indefinido expõe tanto a força quanto a fragilidade da pré-candidatura de Cleitinho. Por um lado, a diversidade de nomes cogitados demonstra abertura para alianças e amplitude de diálogo. Por outro, a falta de definição sobre o vice pode sinalizar incertezas em torno da consolidação de um projeto político robusto.

O peso da escolha
A escolha do vice será determinante para o senador, que busca se projetar como alternativa ao atual governo estadual e ao mesmo tempo manter canais de apoio junto à direita bolsonarista. O fato de nomes ligados a setores estratégicos, como indústria, municipalismo e partidos de base conservadora, estarem no centro do debate, mostra que a disputa pelo cargo vai além de uma questão simbólica: trata-se de um movimento de poder que pode definir os rumos da eleição em Minas.

Nuvens em movimento
Fato é que, faltando um ano e um mês para as eleições de 2026, “muita água ainda vai passar debaixo da ponte”. Como no ditado popular, a “nuvem política” muda de forma a cada dia, semana ou mês, e o tabuleiro eleitoral de Minas continua sendo redesenhado a cada nova articulação.

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