O prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo (Novo), ao lado do vereador Matheus Dias (Avante) e da secretária de Assistência Social, Juliana Coelho, e também do vereador Wellington Well, fez uma grave e polêmica denúncia, nesta última quarta-feira (3) – Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele acusou gestores de cidades vizinhas de descartarem moradores em situação de rua em ônibus para o município.
Gleidson Azevedo endureceu o discurso e afirmou que a Prefeitura não dará mais apoio a pessoas em situação de rua que chegam de outras cidades.
Na gravação, Gleidson disparou: “Denúncia grave, eu tô aqui com o Matheus, que vai poder falar pra população o que que tá acontecendo com a questão dos moradores de rua.” O prefeito citou municípios como Carmo do Cajuru, Lagoa da Prata e Pará de Minas, além de reforçar as falas do vereador Matheus Dias, que já vinha denunciando Nova Serrana e Pedra do Indaiá.
A fala do vereador, aliás, já havia provocado forte reação. O prefeito de Pedra do Indaiá, Mateus Santos, rebateu as acusações e acusou o parlamentar divinopolitano de mentir, exigindo uma retratação pública.
Matheus Dias reafirma a denúncia
Apesar da polêmica, Matheus Dias reafirmou a denúncia no novo vídeo. Segundo ele, há registros e notificações oficiais que comprovam a transferência de moradores de rua para Divinópolis sem qualquer processo legal.
“É isso aí, nós já recebemos duas notificações da cidade de Nova Serrana e Pedra do Indaiá que estão encaminhando pra cá sem o devido processo legal. Inclusive o prefeito já gravou um vídeo aí de Pedra do Indaiá, nós estamos documentados e embasados, não adianta vir falar. E não é só essa cidade não, né prefeito?”, questionou Matheus.
Gleidson concordou e acrescentou: “Não é só essa cidade, eu acredito que os prefeitos não estão sabendo disso, eu acredito de coração. Porque eu sei que tem de Lagoa da Prata, tem Nova Serrana, igual você falou.”
A secretária Juliana Coelho também participou da conversa e reforçou as denúncias, acrescentando Luz e Pará de Minas à lista de cidades mencionadas. O prefeito Gleidson Azevedo, em seguida, foi ainda mais enfático: “Estão colocando dentro do ônibus e mandando, gente.”
Defesa de Divinópolis
Os representantes de Divinópolis argumentaram que a cidade se tornou referência nacional no atendimento à população de rua. Esse destaque, segundo eles, teria levado os municípios vizinhos a transferirem pessoas em situação de vulnerabilidade para a cidade. O vereador Wellington Well ressaltou: “Divinópolis tem um dos melhores serviços do Brasil para a população de ruas. É por isso que eles estão encaminhando para cá.”
A prefeitura, inclusive, realizou uma ação na Praça do Santuário nesta quarta, voltada ao acolhimento de pessoas em situação de rua. A mobilização ocorreu logo após a prisão de um homem com 25 pedras de crack, registrada no dia anterior.
Sobre essa prisão, Juliana Coelho destacou a necessidade de diferenciar vulnerabilidade social de criminalidade. “É importante dizer o que é a população de rua e o que são usuários de drogas. Ontem mesmo uma pessoa foi presa por tráfico de drogas, aqui e em menos de 24 horas essa pessoa já foi solta e já está nas ruas. Então, até que ponto a gente está aí mantendo o crime nas ruas?”, questionou.
Postura mais dura
Gleidson encerrou o vídeo com declarações firmes e polêmicas. Para ele, é preciso separar quem vive em situação de rua por vulnerabilidade de quem comete crimes. “É porque tem situação que são moradores de rua. Tem situação que é bandido. E bandido você tem que combater. Entendeu? Aí eu fico aqui agora pasmo. Prendeu, já tá solto. Agora as outras cidades estão mandando pra cá. A justiça não age, porque prendeu já soltou.”
O prefeito deixou claro que sua gestão ajudará apenas moradores de rua que já vivem em Divinópolis. Para aqueles que, segundo ele, chegam enviados de outras cidades, a prefeitura não dará mais suporte. “Agora eu quero deixar bem claro. A prefeitura agora, Juliana, vai ajudar os moradores aqui de Divinópolis. Aqueles que vieram de fora, tamo junto não. Beleza?”, concluiu.
O Divinews abre canal do contraditório aos gestores das cidades acusadas pelo prefeito.







Como sempre nesse tipo de governo a culpa é sempre do outro.