Em Divinópolis, deputada Andreia de Jesus inaugura fábrica na Floramar e dispara: “bolsonarismo de Cleitinho é ameaça à democracia”

Publicado por: Geraldo Passos

Em visita a Divinópolis, a deputada estadual Andreia de Jesus (PT) cumpriu agenda no presídio Floramar, onde acompanhou a inauguração de uma fábrica de absorventes e fraldas viabilizada por emenda parlamentar, e concedeu entrevista exclusiva ao Divinews na redação do portal. Durante a conversa, a parlamentar tratou de políticas públicas, cultura, economia e avaliou o cenário político de Minas Gerais para as eleições de 2026 – Entre suas declarações, a mais polêmica foi dizer que o senador Cleitinho Azevedo é ameaça para a democracia; desaprovou Mateus Simões, assim como Kalil e exaltou o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco avaliando ser o melhor para Minas. 

Fábrica de absorventes e fraldas no presídio Floramar

Andreia destacou que a iniciativa integra o projeto “Liberdade em Ciclos”, destinado a capacitar pessoas privadas de liberdade. A emenda de seu mandato permitiu a compra do maquinário e a formação de internos.

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Segundo a deputada, a produção vai além da ocupação laboral:
“Estamos fabricando absorventes que serão distribuídos gratuitamente nas escolas e também fraldas descartáveis. É um trabalho digno, que ocupa a mente, gera profissão e garante remissão de pena”, explicou.

Cultura e Congado como geração de renda

Na mesma agenda, Andreia ressaltou o papel do Congado, que para ela movimenta a economia mineira e precisa de políticas públicas adequadas:
“O Congado é hoje a maior festa de Minas, herança das irmandades que nasceram nas senzalas. Gera bilhões em renda durante o ano e precisa ser valorizado pelo Estado”, afirmou.

Críticas a Zema e ao PROPAG

Ao ser questionada sobre a dívida de Minas e o programa Propag, a deputada acusou o governador Romeu Zema (Novo) de oportunismo:
“O Governo Federal abriu a oportunidade de renegociação, mas Zema usa isso para justificar a venda da Cemig e da Copasa. Vender empresas lucrativas é um risco enorme, porque a Cemig e a Copasa geram dividendos fundamentais para o Estado”, disse.

Ela ainda criticou a tentativa de incluir imóveis públicos e até prédios da UEMG em listas de privatização:
“Isso é privatizar a educação e desmontar o Estado. É um alerta para não deixar esse projeto liberal seguir em Minas”, destacou.

Perfil ideal para 2026

Sobre o cenário eleitoral, Andreia afirmou que gostaria de ver uma mulher negra disputando o governo, mas avalia que, no quadro atual, será preciso unidade democrática para enfrentar o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que ela classifica como uma ameaça: “Cleitinho flerta o tempo todo com o bolsonarismo. É um risco para a democracia, para os direitos das mulheres, negros e indígenas”, declarou.

Para a deputada, o nome de maior consistência seria o do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD): “Lula tem insistido para que Pacheco assuma essa tarefa. Ele, no mínimo, tem compromisso com a institucionalidade”, afirmou.

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Kalil e outros nomes

Ao ser questionada sobre Alexandre Kalil, Andreia foi enfática: “Na minha lista ele não entra. Perdeu o time, se afastou e tem comportamento duvidoso em redes sociais. Não vejo aptidão para o momento”, disse.

Ela lembrou ainda que a definição do PT caberá à presidente estadual do partido, deputada Leninha, mas reforçou sua opinião pessoal.

Sobre Mateus Simões, vice-governador indicado por Zema, Andreia considerou inviável: “Ele não será continuidade de nada, tem rejeição alta. Zema abandonou o Estado para fazer pré-campanha e deixou Minas nas mãos do vice”, criticou.

Redes sociais e desafio da esquerda

Andreia comentou ainda a dificuldade da esquerda em comunicar suas ações nas redes sociais: “O que engaja hoje é meme e dancinha. Como traduzir políticas públicas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e cotas, que mudaram a vida de milhões, para uma geração que nasceu depois de 2003? É um desafio enorme”, pontuou.

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