A deputada estadual Andréia de Jesus (PT) concedeu entrevista ao Divinews, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), destacando sua atuação e os desafios enfrentados pelas mulheres na política e na sociedade. Andreia ressaltou a importância da presença feminina nos espaços de poder e a necessidade de políticas públicas efetivas para garantir direitos e combater a desigualdade de gênero.
Atualmente, das 77 cadeiras da ALMG, apenas 15 são ocupadas por mulheres, o que, segundo a parlamentar, ainda demonstra a sub-representação feminina no legislativo. Entretanto, a deputada celebrou avanços, como a ocupação da vice-presidência da Casa por uma mulher negra do norte de Minas. “Estamos ocupando espaços e garantindo visibilidade ao nosso trabalho”, afirmou Andréia.
A deputada também destacou sua atuação na defesa dos direitos das mulheres por meio de projetos de lei voltados à integridade física feminina, autonomia sobre o próprio corpo, igualdade no ambiente de trabalho e combate à violência política de gênero. Andreia chamou atenção para os impactos da violência doméstica, que não afetam apenas as vítimas diretas, mas reverberam por gerações. “Quando uma mulher sofre feminicídio, sua família inteira é destroçada. Crianças ficam sem os pais, muitas vezes sendo acolhidas pelo Estado”, alertou.
Além de seu trabalho no plenário, a parlamentar exerce papel ativo nas comissões temáticas da ALMG. Ela é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e tem cadeira efetiva na Comissão de Cultura. Durante a entrevista, mencionou que sua agenda incluía uma audiência pública para discutir a possível terceirização do Hospital Maria Amélia Lins, em Belo Horizonte. Segundo a deputada, a intenção do governo de transferir a gestão dos hospitais para a iniciativa privada ameaça a qualidade do atendimento e prejudica tanto usuários do SUS quanto servidores públicos concursados, que podem ser substituídos por trabalhadores terceirizados. “Os hospitais vão trabalhar em troca de lucro, e isso é extremamente problemático”, criticou.
Andreia de Jesus, também comemorou a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial em Minas Gerais, destacando seu compromisso com o combate ao racismo e a valorização das comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais. “Além de produzir leis, trabalhamos para implementar políticas públicas que atendam esses grupos historicamente marginalizados”, afirmou.
Por fim, Andréia de Jesus ao encerrar a entrevista gradeceu o espaço concedido para divulgar suas iniciativas em defesa do que ela cre, e reforçou a importância da imprensa, na cobertura dos trabalhos da ALMG. “Precisamos traduzir para o povo mineiro o que fazemos aqui. Esse é um espaço ainda elitizado, mas estamos avançando na luta por mais representatividade e justiça social”, concluiu.
Veja também os links a seguir:
Lei nº 25.150, de 14/01/2025 – Institui o Estatuto da Igualdade Racial no Estado






