Caso Hytalo Santos: jovem engravida e sofre aborto durante período em residência do influenciador

Ex-funcionários relatam rotina controlada, festas supervisionadas e trabalho intenso de menores na casa de Hytalo Santos

Publicado por: Cassia Misael

Uma adolescente que vivia na residência do influenciador Hytalo Santos engravidou enquanto participava das gravações de vídeos para redes sociais. Durante esse período, ela perdeu o bebê ainda sob os cuidados do influenciador.

Adolescente engravida de membro da família do influenciador

A jovem, Kamyla Santos, conhecida nas redes como Kamylinha, engravidou aos 17 anos do irmão de Hytalo, Hyago Santos. Hytalo havia “adotado” Kamylinha aos 12 anos, quando ela começou a aparecer nos vídeos produzidos por ele. Desde então, ele supervisionava diariamente a rotina da adolescente, combinando gravações, trabalho e festas.

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Rotina controlada e restrições

Ex-funcionários relataram que os adolescentes viviam em um ambiente altamente controlado, com horários definidos, restrições de comunicação externa e cobrança intensa de desempenho nas gravações. As festas aconteciam sob supervisão constante do influenciador. Segundo as investigações, essas práticas podem configurar exploração de menores, reforçando os crimes que Hytalo enfrenta atualmente.

Bloqueio de perfil e publicidade irregular

O Instagram de Kamylinha, com mais de 11 milhões de seguidores, bloquearam por determinação da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. A SPA explicou que a medida ocorreu porque a adolescente divulgava casas de apostas, prática ilegal para menores de idade.

Influenciador preso e investigações em andamento

As autoridades prenderam Hytalo Santos, que responde por tráfico de pessoas e exploração sexual infantil. Investigadores continuam analisando a rotina dos menores na casa do influenciador e coletam depoimentos de familiares, funcionários e pessoas próximas.

O caso chama atenção nacional para a necessidade de fiscalização de influenciadores digitais que envolvem menores em trabalhos remunerados e exposição pública, além de reforçar a atuação de órgãos de proteção à criança e ao adolescente.

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