Cleitinho Azevedo (Republicanos) começou na política como aposta modesta, convidado para ser a “mula de voto” em Divinópolis. O destino, porém, inverteu o jogo: o então desconhecido se elegeu, enquanto quem o trouxe para a disputa ficou pelo caminho. Foi o primeiro gol, meio que sem querer, de uma trajetória que cresceu com um estilo de fiscalizador barulhento, avesso a partidos e idolatrias. Hoje, já senador, e candidato declarado ao Governo de Minas, aperfeiçoou sua receita ao adotar o “Marketing Coca-Cola”: com um celular sempre em mãos, produz vídeos diários que criam recall eleitoral e o colocam na memória do eleitor.
Para quem o conhece, ainda da época dos palcos quando ele “cantava” em um grupo, meio que de pagode, BDS – “Brotos do Samba”, bem conhecido na cidade na ocasião. Agora já como parte de seu marketing político, ele segue tentando cantar. Fato é que, Cleitinho entre todos os canditados, é o que mais usa as redes sociais, e construiu uma imagem de fiscalizador, em nome do povo. Placas com fotos de políticos eram chutadas, invasões de prédios públicos, ele literalmente escalava muros e portões, tudo parte de sua performance de político denuncista, que dizia não ser político, contudo, sempre, sempre em frente a camera de um celular.

E aí chegamos ao núcleo da tônica deste artigo: o marketing Coca-Cola. Uma referência à marca que, mesmo os consumidores tendo outras opções de refrigerantes à disposição, após anos e anos de massivas campanhas publicitárias, conquistou tal espaço na mente das pessoas que, diante das várias opções, o cérebro manda ordem: “Na dúvida, vou escolher a Coca-Cola”. É pura força do recall (lembrança), mesmo que não quisesse. Semelhantemente, em frente às urnas, também como recall, o cérebro do eleitor poderá mandar a mesma ordem: “Ah! vai o Cleitinho, mesmo”. Ou seja, a Coca-Cola pré-campanha eleitoral.
O marketing da Coca-Cola sempre foi estudado no mundo todo. A marca apostou numa identidade visual forte, campanhas emocionais memoráveis — como “Open Happiness” e consolidou-se como sinônimo de refrigerante. Mesmo quando lançou a nova fórmula em 1985, o “New Coke”, o estrago foi tamanho que teve de voltar atrás em 79 dias. O que isso mostra? Que marcas muito bem estruturadas pertencem à memória afetiva do consumidor e quem trabalha por esse viés, colhe frutos.
Cleitinho faz analogia exata disso na política. Ele está presente o tempo todo nas redes, nos vídeos, nos memes. Seja o polemista-capitão, seja o fiscal-herói ou mesmo o anti-heroi, ele se mantém em evidência, ativo, na mente do eleitor. O eleitor que não tem outra opção presente, lembra dele. E em 2026, se o eleitor ainda não tiver um nome firme na cabeça, na sua lembrança, idenpendentemente de qualquer outra coisa, preparo ou ideologia partidária diferente, pensará no “Cleitinho” que já conhece das redes sociais, a “Coca-Cola” que ele associou à notoriedade.
As pesquisas já sinalizam isso. Ele lidera espontaneamente. Essa presença forte nas redes é o que baterá de frente com outros candidatos, que passarão a ser meras Fanta´s, ou outro refrigereco qualquer, que ainda não impregnaram na lembrança do eleitor.
O efeito Coca-Cola exige constância e visibilidade. O senador sabe disso: posta com frequência nas redes sociais, um, dois e até três videos por dia. Tem seguidores fiéis e entre os senadores é o que tem mais, com 3 milhões. Perde apenas para o deputado federal Nikolas Ferreira, que pode ser seu mais forte adversário na disputa para o Governo de Minas. Mas isso é outras história, que está sendo contada nos bastidores.
No marketing político moderno, poucas figuras conseguem tal sinergia entre presença constante, tom populista, acesso fácil e “sintonia de sala” com o público. Isso faz de Cleitinho não apenas uma personalidade, mas uma marca política reconhecida por ser a única lembrada na prateleira eleitoral vazia.
A conclusão deste artigo, de autoria do diretor e editor do Divinews e articulista político Geraldo Passos, é: quando um eleitor entra na cabine e não sabe em quem votar, não pensa em propostas, mas procura o “sabor” já acostumado a sentir. Para muitos, esse sabor é Cleitinho Azevedo. Os outros candidatos? Permanecerão apenas como opções periféricas, mesmo que bons, e até melhores, mas incapazes de competir com a memória afetiva consolidada da “Coca-Cola Política”: Cleitinho – Quanto mais demoram, mais o senador se consolida.







Chora Geraldo! Quem sabe faz, quem não sabe desdenha. Kkkkk
Vc não sabe nem interpretar texto. O que é positivo interpreta como negativo. Volta para a escola.