A madrugada deste domingo (10) em Pará de Minas, região Central de Minas Gerais, foi marcada por violência e desespero. Uma briga generalizada dentro da Boate Girus terminou com um segurança morto, dois feridos e um clima de choque entre frequentadores e funcionários.
Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou com uma briga generalizada entre clientes, dentro da Boate Girus. Cerca de seis pessoas se envolveram em agressões físicas, obrigando os seguranças a intervir para conter a situação. Durante a retirada dos envolvidos, Wesley Mascena Claudino, um dos profissionais de segurança, sofreu um corte no queixo após atingido por uma garrafada.
Após colocados para fora da boate, os envolvidos seguiram discutindo na rua. Entre eles estava um homem conhecido como “Costela”, que aparentava estar extremamente alterado. Minutos depois, ele deixou o local, mas retornou dirigindo um Ford Fusion preto. Ao estacionar em frente à casa de shows, o suspeito pegou uma pistola cromada debaixo do banco do carro.
Testemunhas afirmam que ele efetuou quatro tiros para o alto e, em seguida, disparou três vezes na direção dos seguranças, que fechavam o portão. Geovane Fernando Batista Gomes atingido de raspão no braço direito. Já Jailton Pereira Costa Junior, de 27 anos, alvejado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A Polícia Militar informou que câmeras de segurança ajudaram a identificar os envolvidos. Até o momento, porém, ninguém preso. O veículo utilizado na ação localizado e apreendido, assim como um telefone celular e cartuchos de munição calibre 9mm.
A Polícia Civil confirmou que apura o homicídio e investiga a participação de “Costela” no crime. O suspeito possui passagens anteriores por roubo e tráfico de drogas. Ele segue foragido.
Boate Girus
A reportagem entrou em contato com a administração da Boate Girus para obter esclarecimentos sobre o episódio e as medidas adotadas após a tragédia. Até o momento, não houve qualquer retorno, e o silêncio da direção permanece, mesmo diante da gravidade do caso, que tirou a vida de um segurança e feriu outros dois.






