Em mais um capítulo das “micromobilizações patrióticas”, Divinópolis foi palco neste sábado de uma manifestação bolsonarista digna de registro, ao menos pelo tom épico dos seus organizadores. Reunidos na tradicional Praça do Santuário, cerca de 30 manifestantes, que cabem em duas vans, entoaram gritos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, pedindo seu impeachment e contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com “Fora Lula”, além de apoio a Bolsonaro, o mito.
Segundo testemunhas, os gritos de “Fora Lula” e “Impeachment de Alexandre de Moraes já!” foram tão intensos que da Praça do Santuário chegaram à esquina da Rua São Paulo com a 21 de Abril, uma enorme distância, de quarteirões.
A cereja do bolo foi a exibição enormes bandeiras do Brasil, com impressionantes dimensões de aproximadamente 1 metro por 1 metro, estrategicamente estendidas sobre quase todo gramado da praça, como um gesto simbólico de retomada do país, ou pelo menos da rotatória mais próxima da manifestação.
Os mesmos de sempre
A identidade dos manifestantes não surpreendeu. Em sua maioria, eram os mesmos cidadãos aguerridos que acamparam por dias a fio na porta do Tiro de Guerra de Divinópolis, logo após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro. Com suas camisas da seleção e faixas verde-amarelas, voltaram a campo com garra, esperança e… um volume de som respeitável.
Sem apoio institucional, mas com fé
Desta vez, o evento não contou com apoio de nenhum vereador ou político local ao menos, não visivelmente. Mas fé e convicção não faltaram. Portando cartazes com dizeres como “Intervenção Já” e “SOS Forças Armadas”, o grupo se manteve firme em sua bolha ideológica, ignorando a baixa adesão e reafirmando seu propósito de “salvar o Brasil”.
Narrativa épica, presença minimalista
Nas redes sociais, os vídeos do protesto circularam com legendas inflamadas, como “Divinópolis se levanta!” e “Povo nas ruas pela liberdade”, contrastando com o número real de participantes. Mas, como dizem os próprios apoiadores, “quantidade não é qualidade” e para eles, cada patriota vale por mil.
Enquanto isso, o país segue em movimento
Em outras cidades brasileiras, protestos semelhantes ocorreram, com maior ou menor adesão. O ato em Divinópolis, ainda que modesto em número, demonstrou mais uma vez o apego de uma parcela da população às pautas do bolsonarismo raiz. E mesmo com 30 participantes, duas vans e duas bandeiras de 1 metro, os manifestantes garantem: a luta continua.







Estamos certo, pois é a realidade , quando chegar 26/ não terá camisas da seleção e nem bandeira
Muito boa a matéria