Durante o mês de agosto, a Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago, em Divinópolis, transforma-se em um palco de luz, sombra e emoção. A mostra “Os Bastidores do Reinado: Um registro em P&B”, do jornalista e fotógrafo Fernando Gontijo Camillo, o popular Durok, reúne 25 fotos inéditas e espontâneas que retratam os bastidores do Reinado na cidade do Divino.
Além disso, o projeto mergulha nas expressões humanas que se revelam nos momentos mais autênticos da tradicional festa popular. Entre sorrisos, abraços, mãos entrelaçadas e rostos fechados, Camillo transforma o cotidiano em arte, utilizando o preto e branco como recurso estético para ressaltar contrastes emocionais e culturais.
Portanto, ao longo de vários anos, Durok acompanhou de perto o Reinado em Divinópolis. Observou, escutou, vivenciou. Registrou tudo sem ensaio, sem pose. Segundo ele, a força da fotografia está no instante. “Quanto mais espontânea, mais podemos enxergar o que vem de dentro para fora”, explica.
Reações, não poses: a alma por trás da imagem
A exposição não se limita à técnica. Vai além do enquadramento. Foca no sentimento. Durok afirma com convicção: “A fotografia é uma leitura d’alma. A magia está no inesperado. Um clique pode capturar algo adormecido que, enfim, desperta e se eterniza”.
Além disso, cada uma das 25 fotos traduz a atmosfera dos bastidores do Reinado como um grande laboratório a céu aberto. Crianças brincando, devotos em concentração, o brilho nos olhos antes do cortejo e até o cansaço depois da celebração. Tudo isso surge nas imagens captadas com sua Canon EOS Rebel T100, equipada com lentes EFS 18-55mm e SIGMA 70-300mm DL MACRO.
Preto, branco e emoção à flor da pele
Apesar de reconhecer o valor da fotografia em cores “que revela nuances, tons e contrastes” Durok defende a força do preto e branco. “Em P&B, a imagem se torna sofisticada, pujante e, muitas vezes, irreverente. O jogo de luz e sombra ressalta o contraste entre o que é claro e escuro. Isso me fascina”, destaca.
Portanto, ele acredita que a fotografia revela mais quando capta o invisível. O gesto, a expressão, o olhar. Não por acaso, faz questão de deixar claro: “Prezo por registros que sejam espontâneos. São eles que contam a verdadeira história da não mais pacata cidade do Divino”.
Olhar poético, prática constante
Além disso, Fernando Camillo não se autointitula fotógrafo profissional. Prefere ser chamado de “fazedor de fotos”. Com humildade, diz que o que pratica são registros para a posteridade. Mesmo assim, compartilha conselhos com quem deseja se aventurar pela arte de fotografar: observar, clicar e repetir.
“O segredo está no olhar de quem capta algo ou alguém de forma poética. Um olhar distinto, associado a um bom enquadramento, luz ideal (às 9h e às 16h) e atenção a tudo e todos. Observar a todo instante faz a diferença”, orienta.
Durok finaliza com uma frase que resume a alma de seu trabalho: “A fotografia nos liberta. Ela nos transporta para lugares que nunca havíamos notado antes. E um simples clique pode eternizar um instante para sempre”.






