A intolerância religiosa escancarou seu rosto mais cruel nesta quinta-feira (24) em Divinópolis. Durante a madrugada, criminosos ainda não identificados atacaram a sede da Prefeitura com pichação carregada de ódio, preconceito e perseguição política.
O muro do Centro Administrativo, no bairro São José, amanheceu com as palavras: “Legendários, cornos, lixos”. A frase não só agride diretamente o prefeito Gleidson Azevedo, como atinge milhares de cristãos da cidade, especialmente os que participam do movimento religioso Legendários, do qual o prefeito faz parte.
“Isso aqui é certeza que é perseguição política, mas vocês não vão me parar! E vocês não tão ofendendo só o Gleidson, mas todos os cristãos de Divinópolis”, desabafou o prefeito em vídeo divulgado logo após o crime.
A revolta tomou conta das redes sociais e da população. O ataque não se limitou ao chefe do Executivo. Ele atingiu toda a comunidade que acredita no direito de professar livremente sua fé. E isso, em pleno 2025, é revoltante!
O local do crime não é apenas uma sede administrativa. Ali, a Prefeitura realiza eventos abertos à população, que refletem a pluralidade da cidade. Shows cristãos como Evangelizar É Preciso e Celebra Divinópolis ocorreram recentemente sem qualquer incidente. Também fazem parte da programação festas como o Carnaval, a Parada LGBTQIAPN+ e o Divina Motofest.
A pluralidade está clara. Então por que atacar justamente os cristãos? A resposta, infelizmente, parece estar na disputa política e na intolerância que cresce como um câncer silencioso, mas destrutivo.
A Prefeitura, por meio de nota oficial, repudiou veementemente o ataque. Chamou os autores de “marginais” e reforçou o compromisso com a democracia e o combate a todas as formas de preconceito.






