A tecnologia da Cemig enfrentou quase 2 mil alertas de incêndio próximos à rede elétrica nos seis primeiros meses de 2025. O número, apesar de alto, representa uma redução de 53% em relação ao mesmo período de 2024, considerado o pior ano da história da companhia em ocorrências de queimadas.
Ainda assim, o risco se mantém. Para reagir com agilidade, a empresa utiliza o Sistema de Monitoramento e Alerta de Queimadas (SMAQ), que capta focos de calor a até 1,5 km das linhas de alta tensão. Esses dados orientam o Centro de Operação da Distribuição (COD), que imediatamente aciona equipes de campo.
Esse trabalho em tempo real tem sido crucial. Conforme o engenheiro de ativos Taumar Morais, o sistema evita prejuízos, mantém a integridade das estruturas e assegura o fornecimento de energia a mais de 9 milhões de clientes em todo o estado.
Segundo ele, a precisão do sistema permite intervenções cirúrgicas. “Ao encontrar queimadas em andamento, que ameaçam as torres, as equipes iniciam os protocolos de transferência de carga, o que evita desligamentos”, afirmou Morais.
Tecnologia da Cemig
A tecnologia do SMAQ utiliza sensores térmicos instalados em satélites orbitais. Esses sensores mapeiam os focos de calor em tempo real, com cruzamento direto das coordenadas da rede elétrica da Cemig. O meteorologista Arthur Chaves destaca que esse processamento ocorre por meio de algoritmos próprios.
Além disso, a integração entre os setores de Meteorologia, COD e COS potencializa o resultado. A empresa possui meteorologistas dedicados que monitoram, diariamente, a situação climática nos 774 municípios atendidos.
Quando há risco elevado, a companhia emite boletins e envia equipes com até quatro horas de antecedência. Isso reduz o tempo de resposta e antecipa possíveis falhas. A estratégia se mostra ainda mais vital diante da atual temporada seca.
O impacto social também preocupa. Queimadas próximas à rede podem interromper o fornecimento para hospitais, estações de tratamento de água, comércios e indústrias. Por isso, a ação precisa e rápida reduz o risco e evita prejuízos maiores para a população.
“Essa assertividade nos permite agir diretamente no ponto de risco, sem precisar percorrer dezenas de quilômetros de linha. É isso que garante estabilidade para o sistema elétrico mineiro mesmo diante das queimadas”, concluiu Morais.






