A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (17), reforça o favoritismo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026. O levantamento mostra que Lula lidera todos os cenários de primeiro turno com margem confortável, variando entre 30% e 32% das intenções de voto, dependendo dos adversários testados.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 10 e 14 de julho, em 120 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.
Lula lidera com folga no primeiro turno
No cenário em que Lula disputa com Jair Bolsonaro, o petista soma 32%, enquanto Bolsonaro registra 26%. Em terceiro lugar, aparece Ciro Gomes com 7%, seguido de Michelle Bolsonaro (5%) e Eduardo Leite (3%). Outros candidatos, como Eduardo Bolsonaro e Romeu Zema, não ultrapassam 2%. Brancos, nulos e indecisos somam 14%.
Em outra simulação, que retira Bolsonaro da disputa e insere nomes como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Zema e Michelle Bolsonaro, Lula mantém 31% das intenções, enquanto Tarcísio obtém 12%, Michelle aparece com 11%, Ratinho Jr. com 8% e Zema com 5%. A soma de brancos, nulos e indecisos sobe para 20%.
Quando Eduardo Bolsonaro representa a direita, o desempenho é ainda mais tímido: Lula aparece com 32%, enquanto Eduardo pontua apenas 11%.
No segundo turno, vantagem diminui e Tarcísio empata
Apesar da liderança no primeiro turno, a situação de Lula se complica em um eventual segundo turno contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O petista marca 41%, enquanto Tarcísio atinge 37%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro. Esse é o único cenário em que Lula não vence com vantagem clara.
Contra Jair Bolsonaro, Lula vence com 43% contra 37%. Contra Michelle Bolsonaro, o placar fica em 46% a 33%. Já contra Ratinho Jr., Lula ganha por 45% a 30%. Nas simulações contra Romeu Zema e Eduardo Bolsonaro, Lula vence com folgas de 15 e 16 pontos, respectivamente.
Rejeição à reeleição cai
Outro dado relevante mostra que a rejeição à reeleição de Lula está em queda. Em maio, 66% dos entrevistados disseram que o presidente não deveria disputar em 2026. Na pesquisa atual, esse número caiu para 58%. Ao mesmo tempo, 38% afirmam que ele deve concorrer, um crescimento de seis pontos em relação à sondagem anterior (32%).
Essa mudança pode indicar uma reavaliação do eleitorado, possivelmente influenciada por temas recentes da agenda nacional, como as tensões comerciais com os Estados Unidos.
Eleitorado rejeita Lula e Bolsonaro, mas vê petista com mais força
Mesmo com a queda na rejeição, a maioria dos brasileiros ainda prefere ver novos nomes na disputa. Segundo o levantamento, 60% não gostariam que nem Lula nem Bolsonaro se candidatassem em 2026. No entanto, ao testar cenários práticos de primeiro e segundo turno, os dados indicam que Lula segue como o nome mais competitivo da esquerda.
O ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo inelegível, mantém base sólida, porém estagnada. Seus substitutos, como Michelle Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, enfrentam dificuldades para transferir seu capital político.
Avaliação sobre Trump pode influenciar cenário
Um dado extra da pesquisa mostra que 79% dos brasileiros acreditam que as medidas do ex-presidente norte-americano Donald Trump prejudicam o Brasil, especialmente após os anúncios de tarifas sobre produtos brasileiros. E 72% avaliam que Trump errou ao aplicar tais sanções.
Esse contexto internacional pode ter efeito indireto no debate eleitoral de 2026, principalmente porque reforça o argumento de Lula sobre a importância da soberania nacional e do comércio exterior.
Lula lidera, mas cenário com Tarcísio acende alerta
Lula entra na disputa com favoritismo consolidado, mas precisa observar o crescimento de nomes como Tarcísio de Freitas, que já empata tecnicamente no segundo turno. A rejeição à reeleição do petista caiu, o que favorece sua campanha. No entanto, a insatisfação com os dois principais nomes da política, Lula e Bolsonaro, ainda alimenta o desejo por uma alternativa.
Enquanto a direita busca se reorganizar em torno de novas lideranças, Lula se fortalece como nome dominante, mas com desafios à frente. As eleições de 2026 prometem ser uma disputa intensa, e a leitura dos dados da Quaest aponta que o jogo continua aberto.






