O que começou como um relato curioso nas redes sociais se transformou em uma grave suspeita de invasão de privacidade em Divinópolis. De acordo com denúncias feitas por moradores do bairro São José, um drone estaria sobrevoando com frequência as imediações da UEMG, em especial nas áreas residenciais, voando baixo e parando em frente às janelas dos prédios.
Segundo o perfil “SPOTTED UEMG”, no Instagram, diversas pessoas relataram que foram flagradas pelo drone em situações íntimas, como no banho ou enquanto trocavam de roupa. A prática, além de perturbadora, pode configurar crime de violação de privacidade, segundo a legislação brasileira.
Polícia Civil já abriu investigação preliminar
O Divinews entrou em contato com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) que confirmou que um homem chegou a ser detido pela Polícia Militar, mas foi liberado por não ter sido pego em flagrante. Ainda assim, o delegado de plantão instaurou uma diligência preliminar para apurar os fatos, e as imagens capturadas pelo drone foram apreendidas para análise.
Caso as imagens revelem, de fato, uma violação de privacidade, o autor poderá ser responsabilizado criminalmente. O nome do investigado não foi divulgado até o momento.
Especialista explica as regras para uso de drones
Para entender melhor os limites legais do uso de drones, o Divinews ouviu o especialista Filiphe Valverde, que explicou as regras em vigor no Brasil. Segundo ele, operar drones exige o cumprimento de normas da ANAC, DECEA e ANATEL — especialmente em áreas urbanas.
“É proibido sobrevoar pessoas ou propriedades privadas sem autorização. E qualquer filmagem de terceiros sem consentimento, especialmente em momentos íntimos, configura crime”, afirma Valverde.
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Confira as principais exigências:
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Drones com mais de 250g devem ser registrados na ANAC
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Voos acima de 30 metros ou em áreas urbanas exigem autorização no DECEA
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É proibido sobrevoar pessoas sem o consentimento
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A distância mínima é de 30 metros de terceiros não anuentes
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Invasões de privacidade com drones podem resultar em sanções criminais e civis
Moradores pedem ação enérgica
O episódio levanta uma importante discussão sobre o uso indevido da tecnologia e a urgência de uma regulamentação mais efetiva, principalmente em áreas urbanas densas, como Divinópolis. Moradores afirmam que se sentem violados e inseguros dentro das próprias casas, e pedem que as autoridades tratem o caso com rigor.
Enquanto isso, a investigação da Polícia Civil segue em andamento. O conteúdo das imagens apreendidas será decisivo para definir se o homem será ou não indiciado por crimes de violação de privacidade ou até pornografia não consentida, caso haja vítimas identificáveis em situações íntimas.






