Operação Nota Fria: Divinópolis vira ponto de partida para investigação da PF que atinge quatro estados

Publicado por: Redação

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (8) a Operação Nota Fria, que investiga um sofisticado esquema de fabricação e comercialização de cédulas falsas no Brasil. A apuração teve início em Divinópolis (MG), após um homem  preso em flagrante ao receber notas falsificadas pelos Correios.

Portanto, esse flagrante levou os agentes federais a uma ampla investigação, que conectou ações criminosas em quatro estados e revelou uma rede estruturada de falsificação operando por meio de aplicativos de mensagens e envio postal.

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Operação alcança quatro estados e bloqueia bens

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Ipueiras (CE), Brasília (DF), Londrina e Ibiporã (PR). A Justiça Federal também determinou o bloqueio de até R$ 500 mil em bens dos suspeitos.

O principal alvo da operação já investigado por outros inquéritos da Polícia Federal em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. De acordo com os investigadores, ele seria o maior beneficiado pelas vendas ilegais de cédulas falsas.

Rede criminosa operava pelas redes sociais

Segundo a PF, o grupo utilizava canais digitais para vender dinheiro falso, fazendo uso de redes sociais e aplicativos de mensagens. As cédulas remetidas pelo sistema de entrega dos Correios, dificultando o rastreamento imediato e ampliando o alcance da atuação criminosa.

O sucesso da operação se deve ao rastreamento dos pacotes postais e da movimentação bancária dos envolvidos, aliados à troca de informações entre delegacias da PF em vários estados.

Investigação continua e pode ter novos alvos

As diligências continuam com a análise de material apreendido e movimentações financeiras, o que pode levar à identificação de novos envolvidos no esquema.

Portanto, a Polícia Federal não descarta que a rede tenha ramificações em outros estados e até conexões internacionais.

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Além disso, em nota, a corporação reforçou que a falsificação de moeda é crime federal e que a atuação coordenada da PF visa coibir práticas que afetam diretamente a economia nacional.

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