Uma tragédia abalou o setor industrial de Nova Serrana na manhã de terça-feira (1º). Um funcionário de 24 anos morreu eletrocutado enquanto operava uma máquina com histórico de falhas elétricas, segundo relatos de colegas e da própria esposa da vítima. O caso aconteceu em uma indústria localizada no bairro Jardim Europa, área que concentra diversas fábricas do polo calçadista da cidade.
Segundo a Polícia Militar, a esposa do trabalhador, que também é funcionária da empresa, relatou que a máquina apresentava problemas elétricos há dias. Segundo ela, mesmo após várias denúncias internas, os responsáveis pela fábrica insistiam na continuidade das operações, sem fornecer os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados.
Testemunhas relataram que o jovem recebeu a descarga elétrica enquanto operava a máquina. Colegas de trabalho ainda tentaram prestar os primeiros socorros e o levaram com urgência ao Hospital São José. No entanto, segundo o médico plantonista, o trabalhador chegou à unidade já em parada cardiorrespiratória e não resistiu.
Outro ponto que chama atenção é o relato de uma funcionária que afirmou ter visto faíscas saindo da máquina que apresentava falhas elétricas dias antes da tragédia. Mesmo assim, medidas de manutenção ou substituição do equipamento teriam sido negligenciadas.
Polícia Civil
A perícia técnica da Polícia Civil esteve no local, acompanhada pelo Corpo de Bombeiros. Eles recolheram evidências e fizeram registros fotográficos da máquina envolvida no acidente. Uma representante legal da empresa acompanhou os trabalhos periciais. O proprietário da indústria não encontrado, mas enviou uma advogada para acompanhar a ocorrência.
Portanto, agora, o caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias exatas do acidente e a possível responsabilidade da empresa. O Ministério Público do Trabalho também deve ser acionado para analisar eventuais falhas nas condições de trabalho oferecidas aos funcionários.
Além da dor da perda, familiares buscam respostas e justiça. A esposa do trabalhador deixou claro que vai exigir responsabilização por parte dos donos da indústria. “Eles sabiam que dava choque, mas mandaram ele continuar”, desabafou, emocionada.






