A cidade de Divinópolis voltou a ser destaque negativo no cenário policial nacional. Uma investigação da Polícia Federal revelou que uma empresa sediada no município movimentou quase R$ 12 milhões em um único mês em mineração ilegal.
A descoberta faz parte da Operação Cancela de Ferro, deflagrada nesta quarta-feira (2), para desarticular uma associação criminosa envolvida na extração ilegal de minério de ferro no Norte de Minas Gerais.
Além de Divinópolis, a Polícia Federal cumpriu mandados em Grão Mogol, Congonhas, Contagem e também em Arari, no Maranhão. A ação mobilizou dezenas de agentes que recolheram celulares, computadores, documentos fiscais, veículos e maquinários utilizados na extração e transporte do minério.
Segundo o laudo pericial da Polícia Federal, entre abril e outubro de 2023, o grupo criminoso retirou aproximadamente 19 mil toneladas de minério de ferro de uma área de preservação ambiental, sem qualquer licença legal. O prejuízo ambiental ultrapassa R$ 1,9 milhão.
O destaque da operação recai sobre uma empresa localizada em Divinópolis, considerada peça-chave na estrutura financeira do esquema. Conforme as investigações, só em outubro de 2020, a movimentação financeira da empresa chegou aos R$ 11.984.095,76. A quantia chamou a atenção dos investigadores devido à incompatibilidade com a atividade formal declarada pela empresa, que não teve o nome divulgado.
Além dos crimes ambientais e de usurpação de bens da União, os envolvidos responderão por sonegação fiscal e lavagem de capitais. O material apreendido passará por perícia detalhada para mapear a origem e o destino dos recursos.
Portanto, a operação, batizada de Cancela de Ferro, continua com outras diligências e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias. Divinópolis, que até então não era conhecida por envolvimento em escândalos ligados à mineração ilegal, agora figura entre as principais bases de apoio financeiro da quadrilha.






