A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou detalhes estarrecedores sobre um crime brutal ocorrido em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. Um adolescente de 16 anos foi apreendido após confessar ter assassinado a própria família, com a suposta participação e incentivo de sua namorada, uma adolescente de 15 anos, apreendida em Água Boa, no Mato Grosso, a mais de 600 km de Cuiabá.
Segundo as investigações, o crime foi premeditado. O casal trocou mensagens via Instagram, nas quais debatiam formas de matar e descartar os corpos. Em uma das conversas, chegaram a cogitar alimentar porcos com os cadáveres. A motivação, conforme a polícia, teria sido a proibição dos pais do garoto em permitir que o casal se encontrasse pessoalmente.
Após o triplo homicídio (o pai de 45 anos, a mãe de 37 e o irmão de apenas 3) os corpos foram ocultados em uma cisterna na casa da família. O crime foi descoberto dias depois, quando familiares, desconfiados do sumiço, acionaram a polícia. Os corpos foram localizados na última terça-feira (24), após forte odor ser sentido no local.
Ainda de acordo com o delegado Carlos Guimarães, da 143ª DP, o jovem tirou fotos dos corpos e as enviou para a namorada, que reagiu com frieza e sadismo. Ela teria dito que sentiu “nojo”, sugerindo o uso de luvas para ocultar os corpos e comemorando os assassinatos: “Agora só falta matar minha mãe”, teria dito.
Durante interrogatório, a adolescente negou envolvimento direto, mas confirmou que sabia do crime em tempo real, mantendo contato com o garoto durante os assassinatos. A Polícia Civil, no entanto, reforçou que ela estimulava o crime com chantagens emocionais, inclusive ameaçando terminar o relacionamento caso o garoto não fosse vê-la.
A arma usada no crime pertencia ao pai, que era registrado como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), e ministrava aulas de tiro ao filho.
Além do crime, o adolescente planejava sacar R$ 33 mil do FGTS do pai, falsificar uma autorização de viagem e fugir para o Mato Grosso, onde encontraria a namorada. O plano foi interrompido com a apreensão do jovem, que agora está internado no Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) e responderá por crimes análogos a triplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.






