O Prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, virou o principal alvo de revolta generalizada da torcida atleticana da cidade. Isso por que em um vídeo publicado por ele nas redes sociais, Gleidson ao lado do seu irmão o deputado estadual Eduardo Azevedo, para falar de um evento religioso, o “Celebra”, que acontecerá no próximo sábado (28), ele exibiu um cartaz mostrando uma goleada histórica que o Atlético tomou do Cruzeiro por 6 x 1 em 2011 – Os atleticanos indignados e inflamados, gravaram diversos áudios criticando e mesmo ameaçando a postura de Gleidson, avaliado ter sido um ato de um extremo desrespeito com a torcida. A revolta, dos atleticanos foi potencializada pela lembrança do passado, já que em tal jogo, se o time vencesse o seu arqui-rival, o Cruzeiro, seria rebaixado para segunda divisão – “Vamos dar a resposta a essa ofensa é nas urnas”, disse um torcedor.
Atleticanos, que antes o apoiavam, agora falam em boicote eleitoral, convocam protestos virtuais e prometem transformar a fala errada do prefeito em erro político e um verdadeiro pesadelo para Gleidson nas urnas.
“Eu votei nele também, já fui lá nas redes sociais dele e meti o pau. Isso é palhaçada! Vamos invadir as redes dele e mostrar que a eleição tá chegando. Política é política! Misturar com futebol? Ainda mais contra o Atlético? Não dá!”, disparou um torcedor indignado em áudio que se espalhou como rastilho de pólvora pelos grupos de WhatsApp.
De aliado político a inimigo declarado: “Fiz o diabo a quatro por ele”
A revolta é ainda maior entre os que trabalharam na campanha de Gleidson. Além disso, muitos atleticanos que apoiaram o prefeito nas urnas agora se sentem traídos.
“Cara, eu trabalhei pra ele, fiz o diabo a quatro, votei, ajudei e o cara faz uma palhaçada dessas? Quando abri a página dele e vi aquilo, me deu até dor no peito! Ele não tem o direito de misturar política com futebol. Mexeu em coisa errada. Cutucou caixa de marimbondo”, desabafou outro torcedor revoltado.
Portanto, a insatisfação vai além das brincadeiras de rede social. O sentimento é de que o prefeito faltou com respeito, não apenas com a torcida, mas com uma instituição centenária e com parte significativa da população divinopolitana.
“Tem tanta coisa pra ele fazer, pra ele falar… e ele vai mexer com futebol? Quantos atleticanos colocaram ele lá em cima? Agora tem gente no grupo dizendo que ele não precisa de atleticano pra se eleger. Isso é um desrespeito gigante”, concluiu o torcedor.
O limite da provocação: “Ele não está num boteco”
Além disso, os torcedores não aceitam a justificativa de que se tratou apenas de uma brincadeira, para anunciar um evento, que promete entrar para historia Divinópolis, superando os 6×1.
Portanto,os torcedores cobram postura institucional e lembram que Gleidson representa uma cidade com quase 300 mil habitantes.
“Ele não é um torcedor comum. Não está num boteco. É o prefeito! Foi eleito por todos, inclusive por milhares de atleticanos. O mínimo que a gente exige é respeito”, disse outro membro de um grupo de WhatsApp.
Eleição 2026 já entrou no radar
Além disso, com a proximidade das eleições municipais, o episódio pode ter consequências políticas sérias. Torcedores organizam uma verdadeira campanha de boicote.
“Vamos invadir o Instagram dele, o Facebook, e mostrar a força do Galo. A gente tem que fazer barulho, sim. Ele vai ver o preço de brincar com o Atlético!”, comentou outro atleticano.
Além das redes sociais, há quem defenda um protesto presencial em frente à Prefeitura. Portanto, a insatisfação atinge não só torcedores, mas também lideranças comunitárias e políticos que já começam a medir o impacto eleitoral do episódio.






