A vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida (Avante), viveu momentos de extrema tensão durante a madrugada desta sexta-feira (13/06) em Israel. Ao lado de outras autoridades brasileiras, ela precisou se refugiar em um bunker após uma série de bombardeios em território israelense.
“Essa noite foi muito intensa, com diversos bombardeios. Foram cerca de sete sirenes. A gente realmente não dormiu a noite inteira”, relatou Janete, ao Divinews. “Você fica horas sem dormir, não consegue relaxar, porque é algo inusitado. Não imaginávamos conviver com um míssil caindo a um ou dois quilômetros de onde estamos.”
Janete Aparecida, viajava a convite do governo israelense para participar da Muni Expo/Muni Tour 2025, um evento voltado ao setor municipal. O objetivo da missão era conhecer tecnologias de defesa, segurança pública e desenvolvimento urbano, conforme divulgado pelo Divinews.
Segundo Janete, o evento organizado pela Federação de Autoridades Locais de Israel (Federation of Local Authorities). Prefeitos e gestores públicos de várias cidades brasileiras participaram, ao longo da semana, de palestras e treinamentos sobre transformação digital, cibersegurança, soluções comunitárias, energias renováveis, gestão de crises, planejamento urbano e infraestrutura.
Programação interrompida e incerteza sobre retorno
Com o ataque israelense ao Irã e as ameaças de revide, o governo israelense fechou o espaço aéreo pelos proximos. “Já fomos avisados que ao entardecer o risco de novos bombardeios é iminente. Permanecemos em alerta, com sirenes tocando nas cidades e em nossos celulares”, contou Janete.
Além da vice-prefeita de Divinópolis, Janete, integram a comitiva o prefeito de João Pessoa (PB), Cícero Lucena (PP), Alvaro Damião, prefeito de BH, o prefeito de Nova Friburgo (RJ), Johnny Maycon (PL), e o vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer (PL), entre outras lideranças. Representantes de países como Argentina, Paraguai, Uruguai, Panamá, Guatemala e Colômbia também estão no local e passaram pela mesma situação.
Vida em alerta
O grupo permanece confinado no campus de uma universidade em Kfar Saba, a cerca de 15 quilômetros de Tel Aviv. “Estamos todos juntos, com água, comida e um quarto simples. Mas, quando a sirene toca, todos precisamos correr para o abrigo, que chamamos de ‘banque’. É um espaço pequeno, como um cofre, mas é seguro”, descreveu Janete.
A vice-prefeita reforçou o caráter técnico da missão: “Ninguém veio para cá esperando passar por isso. Todos nós estamos imbuídos em levar o melhor para nossas cidades.”
Além disso, ela revelou que a comitiva recebeu uma aula com a Inteligência Militar de Israel, onde os riscos e os procedimentos de segurança foram detalhados. “Os militares nos explicaram os motivos dos ataques e os cuidados que devemos adotar. Também tivemos apoio constante de um representante do governo israelense, que nos mantém atualizados.”
Incerteza e resiliência
Mesmo diante da tensão, Janete mantém o tom de esperança. “O sentimento é de impotência, mas também de fé e resiliência. Seguimos com a esperança de que tudo se resolva logo e que possamos retornar em segurança para o Brasil e, especialmente, para minha querida Divinópolis”, concluiu.
Diante da crise, Janete agradeceu o apoio que tem recebido. “Milhares de pessoas estão em oração por nós. Mesmo aqueles que me criticam, só desejo paz. Quem vive uma situação como essa aprende a valorizar a vida e desejar o bem ao próximo.”






