O conflito entre Israel e Irã afetou diretamente a segurança de prefeitos, vice-prefeitos e até governador brasileiros, incluindo a vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida. Ela integra uma das comitivas que estão em Israel desde o início da semana para participar de um evento internacional de tecnologia e segurança. Itamaraty tenta retirar comitiva
Neste sábado (14/06), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que acompanha de perto a situação. O ministro Mauro Vieira manteve diálogo direto com o chanceler da Jordânia, Ayman Safadi, buscando uma rota terrestre segura para retirada dos brasileiros. O Itamaraty também mantém contato permanente com as autoridades de Israel.
“O ministro das Relações Exteriores manteve contato hoje (sábado) com seu homólogo da Jordânia, com o objetivo de abrir uma alternativa de evacuação por aquele país, quando as condições de segurança em Israel permitam um deslocamento por terra até a fronteira”, informou o Itamaraty.
Além disso, segundo a pasta, o governo brasileiro tomou conhecimento da presença de duas comitivas de autoridades estaduais e municipais brasileiras em Israel, a convite do governo do país.
Portanto, o comunicado do Itamaraty ressalta que as operações do aeroporto Internacional de Tel Aviv estão suspensas desde o início dos bombardeios como uma das consequências da crise, por causa da interdição do espaço aéreo em Israel, no Iraque e no Irã.
Conversas com diplomatas israelenses
O Itamaraty também confirmou conversas com diplomatas israelenses. Segundo o ministério, a embaixada do Brasil em Tel Aviv está em contato com as delegações de políticos brasileiros, e o Ministério das Relações Exteriores contatou o Ministério de Relações Exteriores de Israel para que duas comitivas tenham garantias de segurança.
“O secretário de África e Oriente Médio manteve contato telefônico com seu homólogo da chancelaria israelense, ocasião em que pediu tratamento prioritário à saída em segurança das delegações brasileiras. Até o momento, autoridades israelenses têm aconselhado as comitivas estrangeiras a permanecerem no país, até que as condições permitam qualquer deslocamento desses grupos por via aérea ou terrestre”, destacou o comunicado do Itamaraty.
Entenda a cronologia dos fatos
Início da viagem:
Na primeira semana de junho, delegações estaduais e municipais do Brasil viajaram para Israel. O objetivo era participar de uma feira voltada para segurança pública e tecnologia.
Início do conflito:
Na madrugada de sexta-feira (13/06), Israel torna alvo de bombardeios por parte do Irã, como resposta a ataques anteriores. Além disso, em meio ao conflito, o espaço aéreo israelense imediatamente fechado, impedindo qualquer tipo de voo comercial ou militar de saída.
Refúgio em bunkers:
Com a escalada da tensão, as delegações brasileiras, incluindo Janete Aparecida, foram orientadas pelas autoridades israelenses a buscar abrigo em bunkers subterrâneos. A decisão visava proteger os visitantes de ataques aéreos, mísseis e outras ações militares.
Manifestações de apoio
Portanto, diversos políticos brasileiros, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se manifestaram nas redes sociais. Eles garantiram que acompanham o caso com atenção e buscam soluções para a rápida evacuação dos parlamentares e autoridades.
Estado de alerta
Além disso, o governo de Israel informou oficialmente ao Itamaraty que continuará com a retaliação caso os bombardeios iranianos persistam. A recomendação é que todas as delegações estrangeiras permaneçam abrigadas até nova ordem.
Situação de Janete Aparecida
Portanto, até a tarde deste sábado (14), Janete Aparecida e os demais integrantes das comitivas permanecem em bunkers. Não há previsão oficial para a retirada. Familiares e representantes políticos em Divinópolis acompanham a situação com preocupação.






