A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por crimes relacionados à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em entrevista à Rádio Auriverde, Zambelli afirmou estar na Europa, onde pretende se estabelecer e denunciar o que considera “abusos” do Judiciário brasileiro.
Zambelli alegou que sua saída do país ocorreu inicialmente para tratar um problema de saúde. No entanto, ela também declarou que vai pedir afastamento do cargo de deputada e que pretende viajar pelo continente europeu para se reunir com autoridades e denunciar o que chama de distorções na realidade brasileira.
A deputada afirmou que não pode ser deportada da Itália por possuir cidadania italiana.
A fuga de Zambelli reacende o alerta sobre possíveis novas evasões de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, à medida que o STF avança nas investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022.
Condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada Carla Zambelli (PL-SP) deixou o Brasil. A parlamentar afirma que deixou o país por causa de um tratamento médico e diz que pedirá licença do mandato.
Em 17 de maio, Zambelli foi condenada por unanimidade pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. De acordo com a denúncia, a deputada orientou o hacker Walter Delgatti Neto a invadir o sistema para inserir documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.
A deputada também responde por porte ilegal de armas e constrangimento ilegal. Na véspera das eleições, em 2022, Carla Zambelli sacou uma arma e apontou para um homem no meio da rua nos Jardins, área nobre de São Paulo.
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