Durante a 7ª Conferência Municipal de Saúde de São Sebastião do Oeste, realizada na quinta-feira (29), a superintendente da Superintendência Regional de Saúde (SRS) da Macrorregião Oeste, Kênia Carvalho, avaliou de forma positiva o evento e destacou os principais pontos da atual situação da saúde nos 53 municípios sob sua jurisdição.
Ao comentar a importância das conferências municipais, Kênia afirmou: “Hoje, todos os municípios têm, por obrigação legal, a realização das conferências de saúde. Em São Sebastião do Oeste, percebemos um momento muito organizado, com participação popular e apoio do Conselho Municipal de Saúde de Divinópolis.”
A superintendente explicou que, além de elaborar novas propostas, as conferências também funcionam como instrumentos de avaliação das políticas públicas já implementadas. “A conferência não só faz propostas, ela também avalia como está a situação de saúde, analisa o que foi realizado, e essas propostas seguem para o governo do Estado e depois para o Ministério da Saúde. Algumas podem até ser aproveitadas em nível macro ou estadual”, disse.
Kênia pontuou que a macrorregião oeste está em constante evolução, apesar dos obstáculos. “A gente vê a situação da saúde como algo que ainda exige atenção, mas com avanços. Só neste ano, conseguimos internar mais de 80 mil pessoas, o que demonstra a força do sistema”, ressaltou.
Segundo ela, atualmente existem 411 unidades básicas de saúde na região, com cobertura de quase 100% do Programa Saúde na Escola (PSE) em todos os municípios — com exceção de duas cidades maiores. “A expectativa com o anúncio do hospital regional é que a saúde de toda a região seja significativamente fortalecida”, avaliou.
Questionada sobre os impactos da população flutuante, sobretudo em cidades como São Sebastião do Oeste e Nova Serrana, Kênia reconheceu o desafio: “Você programa um serviço para uma população e, quando percebe, o número de pessoas é muito maior. Essas cidades vêm crescendo de forma linear, e aprendemos a contabilizar essa população flutuante.”
Ela ainda observou mudanças positivas no financiamento da atenção básica: “Antes, o número de pessoas por unidade de saúde era maior. Hoje, esse número diminuiu, o que permite a ampliação do número de unidades. Estamos estruturando políticas que já consideram essa lógica populacional”, explicou.
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