A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) confirmaram o óbito e a motivação do crime, de uma mulher de 29 anos, estrangulada até a morte pelo próprio companheiro, de 32, na madrugada de quarta-feira (21), no bairro Jardinópolis, em Divinópolis. O assassinato está sendo tratado como feminicídio. As duas filhas do casal, de 6 e 9 anos, estavam em casa no momento do ataque e foram retiradas em segurança por vizinhos, aguardando o Conselho Tutelar. Segundo a ocorrência policial, o corpo da vítima foi encontrado pela equipe dentro do quarto, sem sinais aparentes de ferimentos, sendo confirmada o homicídio por asfixia, depois de realizada a perícia técnica.
Após o crime, o suspeito fugiu em uma motocicleta azul. A PM apurou que ele se deslocou para Nova Serrana, cidade onde trabalhava. Relatórios policiais apontam que o homem já havia saído recentemente do sistema prisional – ele havia sido liberado em março de 2024 – e passou a ser considerado foragido. A família do casal havia se mudado para o bairro havia cerca de um mês e o relacionamento era descrito como recente.
Durante a tarde do mesmo dia, equipes de Nova Serrana, incluindo a 68ª Companhia Tático Móvel do 60º Batalhão da PM, localizaram o suspeito na Rua Antônio Araújo, no bairro Frei Paulo. Na abordagem policial ele tentou fugir e resistiu à prisão, mas acabou sendo contido e detido pelas equipes. Em diligência posterior, os militares encontraram escondida em um galpão na Rua 9, no bairro Santo Antônio (Nova Serrana), a motocicleta utilizada na fuga. O flagrante foi resultado de uma ação rápida e integrada da PM em resposta ao crime.
Feminicídio e Direitos Humanos
Especialistas alertam que casos como este reforçam a urgência de combater a violência de gênero no Brasil. A ONU Mulheres define o feminicídio como a forma mais extrema de violência contra a mulher, “a manifestação mais brutal, visível e extrema” do espectro de abusos baseados em gênero.
Além disso, conferências internacionais reconhecem que a violência contra as mulheres constitui grave violação dos direitos humanos. Por isso, é fundamental que toda suspeita de agressão seja denunciada (por exemplo, pelo Disque 180) e que exista uma rede de apoio e proteção às vítimas, para interromper o ciclo de violência e garantir amparo às mulheres em risco.
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