A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza, nesta terça-feira (20/5), uma audiência pública para discutir e enaltecer o impacto de projetos culturais desenvolvidos na região Centro-Oeste do estado. A reunião, marcada para às 9h30 no Auditório SE do Palácio da Inconfidência, foi solicitada pela deputada estadual Lohanna (PV).
O encontro busca valorizar iniciativas regionais de grande relevância social e artística. Entre os projetos que terão destaque está o “Fazendo Arte”, da Associação Cultural de Educação Social e Artística (Acesa), criado em 2003. Sob liderança da cineasta e roteirista Lenir Ferreira de Castro, o projeto oferece aulas de diversas linguagens artísticas para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.
Outra ação reconhecida é o “Trem Bão de Minas”, promovido pelo Grupo Educação, Ética e Cidadania, presidido por Jomar Teodoro Gontijo. A proposta reúne atividades como edição de livros e eventos que integram municípios do Centro-Oeste mineiro, ao mesmo tempo em que promovem suas riquezas culturais e turísticas.
Além das duas instituições, a audiência pública também vai ressaltar as contribuições de artistas locais. Entre os homenageados estão o cineasta e roteirista Alisson Alves Resende Sousa, criador do curta “Tempo”; o escritor e editor Welber Tonhá e Silva, autor do “Tabuleiro Histórico da cidade de Divinópolis”; e o artista plástico e escritor Vitor de Oliveira Santos, autor do livro infantil “O Dinossauro Azul”.
Todos os homenageados – com atuação ligada à cidade de Divinópolis – foram convidados para a audiência e poderão receber diplomas de votos de congratulações pela contribuição à cultura da região.
Segundo a deputada Lohanna, o reconhecimento busca destacar a importância de se fortalecer o protagonismo de agentes culturais do interior mineiro, muitas vezes ofuscados pela concentração de incentivos na capital. “É um gesto simbólico, mas profundamente necessário. A cultura também pulsa fora dos grandes centros, nas ruas, nas escolas, nas comunidades”, declarou.
Para a parlamentar, descentralizar o olhar e o investimento é essencial. “A cultura mineira não pode se restringir a Belo Horizonte. Precisamos valorizar os saberes e fazeres locais, as histórias contadas longe dos palcos tradicionais. Isso também é um ato de justiça cultural”, defendeu Lohanna.
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