Durante a 90ª edição da ExpoZebu, realizada em Uberaba neste sábado (26), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reforçou publicamente seu apoio ao vice-governador Mateus Simões como seu sucessor nas eleições de 2026. Zema destacou Simões como seu “braço direito” e afirmou que ele está preparado para continuar o trabalho em prol do agronegócio no estado.
“2026 está ali dobrando a esquina. Não é isso, Caiado? E aqui em Minas, eu já disse: aquilo que está dando certo tem de continuar. Meu braço direito, Mateus Simões, tem sido uma peça fundamental. E é quem, com toda certeza, tem condição de continuar esse trabalho em prol do agronegócio”, afirmou o governador.
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Analistas políticos, alertam que é prematuro descartar a viabilidade da candidatura de Simões. Segundo a legislação eleitoral, Zema precisará se afastar do governo em março ou abril de 2026 caso decida disputar a Presidência da República. ou mesmo ao Senado. Com isso, Simões assumirá o governo de Minas Gerais, ganhando maior visibilidade e controle da máquina administrativa, o que pode impulsionar sua popularidade.
“A história política mostra que muitos candidatos considerados favoritos acabaram surpreendidos nas urnas. Simões tem potencial para crescer, especialmente com a exposição que terá ao assumir o governo”, afirmou uma analista política na última terça-feira (22), ao Divinews.
Além disso, a aprovação do governo Zema, que atualmente é de 62% segundo a pesquisa Genial/Quaest, pode beneficiar seu sucessor, desde que consiga associar sua imagem à continuidade da gestão atual.
Dessa forma, embora os números atuais não sejam favoráveis a Simões, o cenário eleitoral ainda está em formação, e sua candidatura não deve ser subestimada.
Zema ainda ressaltou que as principais obras da sua gestão ficarão para ser inauguradas por seus sucessores, numa tentativa de evidenciar o legado de sua administração. Segundo ele, enquanto herdou um
“cemitério de obras inacabadas, vandalizadas e sem recurso para conclusão”, seu sucessor encontrará uma realidade diferente: “Vou entregar para o meu sucessor o oposto, um canteiro de obras com recurso reservado para a conclusão. Uma situação totalmente contrária àquela que eu recebi”, afirmou.
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