O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, oficializou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) nesta segunda-feira (27). A solenidade aconteceu em Belo Horizonte e contou com a presença de figuras centrais como o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e o governador Romeu Zema. A mudança marca uma guinada política relevante e indica que Simões se prepara para disputar o governo do Estado em 2026.
Na migração de legenda, Simões deixou o partido Novo para ingressar no PSD, e reflete um movimento calculado para conquistar maior musculatura eleitoral. O PSD conta com a maior base de prefeitos em Minas Gerais, cerca de 180 municípios, além de acesso mais amplo a recursos partidários e tempo de televisão do que a legenda anterior.
Durante o ato de filiação, Simões estabeleceu os termos da sua nova trajetória: “O PSD é um partido de equilíbrio. Em Minas Gerais, a bancada estadual e federal caminham conosco já há muito tempo”, disse ele, destacando o alinhamento com Zema e com as principais lideranças partidárias.
Nos bastidores, analistas observam que a operação de filiação foi orquestrada com a bênção de Zema, que já não pode concorrer à reeleição e mira uma vaga na Presidência da República em 2026. O apoio formal ao vice-governador fortalece o plano do governador de emplacar um sucessor que mantenha o projeto de seu governo.
Paralelamente, assessores que acompanham o cenário identificaram costuras para estender o apoio do bolsonarismo à candidatura de Simões. Embora nenhuma declaração formal tenha sido feita por Bolsonaro, fontes apontam que o PSD, mais precisamente Kassab, presidene nacional da legenda, negocia com o universo bolsonarista para compor uma ampla frente de direita no Estado.
Esse entrelaçamento político entre Zema, Simões e o bolsonarismo marca o xadrez político de Minas Gerais para 2026, e coloca em evidência três eixos: a poder municipal (via prefeitos PSD), o centro-direita estruturado e o neoconservador.
Por outro lado, a saída de Simões do Novo deixa a legenda em posição de busca por novo nome ao governo e fortalece a hipótese de que Zema está abrindo caminho para disputa nacional.
Com a filiação consumada, o próximo passo de Simões será consolidar alianças, definindo quem será seu vice e mapear apoio dos prefeitos e deputados. O relógio eleitoral já está correndo e Minas Gerais se prepara para uma disputa que pode redesenhar o mapa do poder no Estado. Uma situação ainda não foi solucionada em tal tabuleiro: o candidato da esquerda, o nome de Lula.







