Com sede no município de Oliveira, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, a empresa Bom Destino se prepara para elevar sua produção de laticínios de búfala de 320 para 400 toneladas mensais. A expansão, que corresponde a um crescimento de 20%, está sendo viabilizada com apoio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que financiou a aquisição de maquinário importado e obras de ampliação da planta industrial.
Fundada há 36 anos, a Bom Destino consolidou-se como a maior produtora de laticínios de búfala da América Latina. O investimento atual é parte de um projeto de modernização que deve abrir caminho para novos mercados e aumentar o número de empregos na região.
“Com essa expansão, vamos atender melhor nossos clientes, crescer no mercado e gerar mais empregos. Já estamos habilitados para exportar para alguns países, e o financiamento acelerou esse processo”, afirma João Batista de Souza, um dos sócios da empresa, que administra o negócio em conjunto com o irmão Marcelo Vargas Leão.
A trajetória dos irmãos começou ainda na infância, após a morte precoce do pai. João, com apenas 7 anos, e Marcelo, com 10, passaram a ajudar o avô na ordenha das vacas. Anos depois, deram os primeiros passos na produção de muçarela. Hoje, a empresa atua exclusivamente com leite de búfala há 24 anos e oferece cerca de 50 produtos derivados. Do total utilizado, 20% é proveniente da própria fazenda, enquanto o restante é adquirido de produtores parceiros, fomentando a cadeia produtiva local.
Além de contribuir com o desenvolvimento da maior bacia leiteira de búfala da América Latina, a Bom Destino emprega atualmente 455 trabalhadores e projeta ampliar esse número com o aumento da produção. “O crescimento da empresa é também crescimento da região. Empregamos pessoas de várias cidades do entorno e até do Norte de Minas”, destaca Marcelo Leão.
O crédito que permitiu a ampliação faz parte do pacote de R$ 2 bilhões anunciados pelo BDMG para 2025, destinados ao financiamento de iniciativas em diversos setores, com destaque para indústria, agronegócio, inovação e energia renovável. Os financiamentos terão condições diferenciadas, com até 120 meses para pagamento e 24 meses de carência.
“A iniciativa está alinhada ao compromisso do governo mineiro de impulsionar o ambiente de negócios, promover empregos e estimular o empreendedorismo”, afirma o governador Romeu Zema. Já o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, destaca que os créditos possibilitam “investimentos de longo prazo, geração de renda e desenvolvimento social”.
Em 2024, o banco mineiro liberou R$ 1,4 bilhão em crédito para o setor privado, contribuindo para a manutenção de mais de 34 mil postos de trabalho e a movimentação de R$ 2,5 bilhões no faturamento das empresas, segundo dados da instituição.
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Como oliveirense, me sinto muito feliz em ver o desenvolvimento dessa empresa que muito tem contribuído para o crescimento industrial da região. Parabéns aos proprietários e aos colaboradores.