CEMIG investigará parceria entre agência e sindicato após denúncia de favorecimento de campanhas e censura

Atuação do presidente do SINDIJORI, Rodrigo Silva, gera confusão no mercado publicitário e leva CEMIG a investigar relação com agência e sindicato

Publicado por: Geraldo Passos

Na tarde da última quarta-feira (26), representantes do portal Divinews, Geraldo Passos, diretor-geral e Editor Executivo, e Sandra Passos, diretora Comercial e de Marketing, estiveram na sede da CEMIG, em Belo Horizonte, convidados que foram por Lucas Souto, Gerente de Marketing. Isso  após o Divinews ter feito uma publicação sobre as possiveis irregularidades que estão sendo cometidas envolvendo o SINDIJORI e supostamente a agência de Publicidade que atende a CEMIG.  Fato é que, tais ações estão levantando uma  sérias preocupações sobre a gestão de verbas publicitárias públicas de uma empresa de economia mista, dai a proposta do encontro. Na sede da CEMIG estiveram presentes o diretor-geral e editor executivo do Divinews, acompanhado da diretora Comercial e de Marketing, Sandra Passos –  Além do Lucas, autor do convite, a diretora de Comunicação da Companhia Energética de Minas,  Cristiana Kumaira, que se fez acompanhar do seu assessor de comunicação, Bernardo Miranda, além de Rafael Marque, Coordenador de Publicidade Digital da empresa. 

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O foco da conversa foi uma denúncia do Divinews sobre a atuação do SINDIJORI (Sindicato dos Proprietários de Jornais e Veículos de Comunicação Digital de MG),  mas pontualmente do presidente Rodrigo Silva Rodrigues que estaria recebendo recursos indiretamente da CEMIG,  por meio da agência de publicidade Lápis Raro, já que uma única nota fical foi emitida à tal agência, que a seguir, o SINDIJORI os distribuiu a  veículos associados de maneira irregular tecnicamente, não levando em consideração as métricas de acessos, e o pior com o pedido de emissão de apenas um recibo, ao invés de nota fiscal.

Suposta terceirização da verba institucional

De acordo com Geraldo Passos, a denúncia é fundamentada. Segundo ele, o SINDIJORI age como intermediador comercial, prática proibida para entidades sindicais, mesmo que tenha alterado seu CNAE — alteração considerada ilegal pelo próprio Ministério do Trabalho. A acusação central é de que a Lápis Raro teria delegado ao SINDIJORI o poder de gerir os recursos da CEMIG da maneira que lhe aprouvesse, algo inaceitável do ponto de vista legal e institucional.

“Nós não estamos aqui contra a CEMIG, mas há uma questão ética e legal grave. Se a agência contrata o sindicato para definir quem recebe verba, e esse sindicato exige recibo e não nota fiscal, há um risco real de irregularidade, ou seja sonegação fiscal”, disse Geraldo.

Sandra Passos, a diretora comercial e de marketing do Divinews,  por sua vez reforçou o ponto, apontando, por exemplo que, seu veiculo que tem alta audiência e relevancia em Divinópolis e Região está sendo preterido por decisões políticas de relacionamentos pessoais do presidente do SINDIJORI, Rodrigo Silva Rodrigues. Disse ainda que, o presidente da instituição a partir de um determinado momento passou acriar uma manobra  no mercado públicitário,  ao propor aos  clientes  “projetos especiais”, com a justificativade ter menor custo, mas que na verdade é apenas uma forma de captar a campanhas diretamente para o Sindijori e com isso monopolizar a distribuição aos associados usando seus critérios relacionais”  


Censura e retaliação após crítica à CEMIG

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Outro tema sensível abordado durante a reunião foi a retaliação sofrida pelo portal após a publicação de uma matéria crítica à CEMIG, em que o Divinews relatou em um determinadodia sucessivos picos de energia em Divinópolis. A matéria, intitulada “Salve a CEMIG! Mais de 20 quedas de energia em Divinópolis em poucas horas”, causou atitude inadequada e ditatorial no presidente do SINDIJORI.

Segundo Passos, após a publicação, Rodrigo ordenou que a  assessora sindical Tatiane retirasse o Divinews de um grupo institucional de WhatsApp, em represaria a matéria publicada. Tal disparate foi confirmado pela assessora. Contudo, posteriormente quando questionado sobre sua decisão, ironicamente ele negou. Mesmo sabendo que jamais qualquer empresa faria esse tipo de pedido, o diretor do Divinews quis saber da diretora da Cemig, se em qualquer tempo, houve qualquer tipo de observação envolvendo a matéria. No que recebeu como resposta que a empresa não interfere editorialmente em nenhum veículo de imprensa, por mais que as criticas sejam pesadas e mesmo sejam improcedentes. Cristiana Kumaira supresa com os relastos,  se comprometeu a apurar as denuncias, tanto da determinação esdruxula de Rodrigo, quanto a suposta intermediação da publicidade.

Surpresa com vínculos e ligações à FIEMG

Ainda durante a reunião, sem que houvesse qualquer paralelo com a CEMIG, somente a título de reforço  do que está acontecendo no mercado publicitário mineiro, especialmente em Belo Horizonte, o diretor revelou detalhes da reunião que teve na parte da manhã com o superintendente do Ministério do Trabalho em Minas, Carlos Calazans, que em meio a reunião com ele, fez  uma ligação para a advogada Erika Morreale da FIEMG para confirmar se o SINDIJORI realmente fazia parte da base da entidade industrial. Segundo relatos, Calazans teria se mostrado surpreso com a confirmação, que um sindicato de comunicação estar vinculado à  indústria é algo incomum.

Conclusão da reunião

A CEMIG declarou que parte do princípio da boa-fé com seus fornecedores e que irá averiguar com a agência Lápis Raro se houve, de fato, delegação irregular ao sindicato. A diretora também afirmou que não há autorização para intermediação financeira de sindicato em campanhas publicitárias e se comprometeu a encaminhar resposta formal ao portal.

Grifo Divinews

As arbitrariedades e irregularidades cometidas por Rodrigo Silva Rodrigues, assim como as intensas pressões que ele tem exercido sobre o mercado publicitário — em diversos níveis, incluindo órgãos do poder público estadual, autarquias de capital misto e entidades de representação de classe — parecem estar alicerçadas em um suposto poder derivado de sua proximidade com o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, com quem, inclusive, realiza viagens. Rodrigo ocupa cargos estratégicos dentro da Federação, como presidente da Câmara da Indústria da Comunicação e Diretor Consultivo Titular, o que parece lhe conferir a equivocada sensação de estar acima de qualquer questionamento. Acreditando-se intocável, age com autoritarismo, e ao se ver contrariado, recorre a retaliações, muitas vezes baseadas em distorções levadas ao conhecimento do próprio presidente da FIEMG, que por vezes parece acreditar nas versões apresentadas. É o que tenta fazer agora com o Divinews: retirá-lo das campanhas do Sistema FIEMG e até expulsá-lo do SINDIJORI, numa atitude que fere frontalmente os princípios democráticos e a liberdade de imprensa. Flávio Roscoe, é hora de acordar — e ter discernimento para separar o joio do trigo.

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