O ato convocado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (17/03), na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, teve adesão abaixo do esperado e evidenciou sinais de enfraquecimento do bolsonarismo. Apesar das expectativas dos organizadores, que projetaram a presença de até um milhão de pessoas, o evento reuniu um público bem menor, estimado em algumas dezenas.
O protesto tinha como pautas principais a defesa de Bolsonaro, críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pedidos de anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Além do ex-presidente, políticos aliados e influenciadores da direita discursaram para o público, mas a mobilização não atingiu a quantidade de pessoas das manifestações anteriores.
Em setembro de 2022, Bolsonaro reuniu 64,6 mil pessoas em Copacabana. Em abril do ano passado, 32,7 mil, e ontem, apenas 18,3 mil, segundo o grupo de pesquisa “Monitor do debate político” do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento.
Nas redes sociais, a convocação não atingiu o mesmo nível de mobilização de eventos anteriores, mostrando um possível enfraquecimento de Bolsonaro.
De acordo com a deputada Lohanna (PV), a baixa adesão ao evento é reflexo de uma mudança no cenário político, e o país já não tolera discurso de ódio e desinformação. “O bolsonarismo marcou essa manifestação há meses. Seria nacional, depois virou só em Copacabana para “juntar forças” num ato que supostamente seria histórico.
O resultado? Público esvaziado, demonstrando claramente que a maioria da população diz não ao ódio, ao desrespeito à Ciência e à vida e, por último mas não menos importante, à pauta da anistia”, disse.
Para a deputada, “o Brasil tem grandes desafios a resolver e possibilidades para crescer – e nenhuma delas envolve anistiar quem atacou a democracia”, destacou Lohanna.







