Em entrevista ao Divinews, com pauta inicial de avaliação sobre as suas duas primeiras reuniões como vereador, Vitor Costa, logo expressou sua insatisfação com alguns fatos. O primeiro foi o fechamento da Educação de Jovens e Adultos (EJA), na Escola João Severino de Azevedo. Ele também não concordou que a vereador Kell Silva, que é professora, não tenha sido indicada para fazer parte da Comissão de Educação, da Câmara de Vereadores de Divinópolis. Vitor ainda lamentou não ter sido indicado para as comissões que pleiteou, ainda que tenha sido contemplado em uma delas.
Comissões e a distribuição de cargos
O vereador destacou que havia solicitado participação nas Comissões de Direitos Humanos e de Saúde, mas acabou sendo indicado apenas na Comissão de Direitos Humanos e na Comissão de Segurança Pública, a qual não havia pleiteado. Apesar disso, afirmou que continuará realizando um trabalho comprometido, independentemente da comissão em que esteja inserido. “O meu trabalho, a população pode ter certeza, eu farei”, garantiu.
Fechamento do EJA e impacto nos alunos
O fechamento do ensino da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na escola do bairro Vanouse foi outro ponto de descontentamento levantado pelo parlamentar. Ele criticou a forma como a decisão foi conduzida e rechaçou as justificativas do líder do governo sobre a suposta prévia comunicação à direção da escola. O vereador ressaltou que, em 2024, devido às restrições impostas pelo ano eleitoral, a escola não podia promover a divulgação de matrículas por meio de carros de som ou ações externas, o que impediu um maior alcance na comunidade.
A decisão impactou diretamente 42 estudantes que estavam matriculados e que agora deverão ser remanejados para a CETEP. Entretanto, nenhum aluno manifestou interesse em se transferir para a nova instituição, o que pode resultar em evasão escolar. “Essas pessoas vão evadir do ensino, vão deixar de lado aquele sonho de aprender a ler e escrever. É uma pena”, lamentou.
Exclusão da vereadora Kél da Comissão de Educação
Outro ponto abordado foi a não indicação da vereadora Kél para a Comissão de Educação, o que o parlamentar classificou como uma decisão injusta. Segundo ele, houve uma movimentação desleal nos bastidores para impedir sua nomeação e a da colega. Ele destacou a competência da vereadora, enfatizando que preferiu abrir mão de sua candidatura para garantir que pelo menos ela fosse nomeada, o que não aconteceu. “A gente não tem uma professora dentro da Comissão de Educação. Para mim, pessoalmente, é uma vergonha. É uma lástima, e eu acho que a educação de Divinópolis tinha que lamentar também”, afirmou.
Competências legislativas e propostas para a educação
O Divinews em sua assertiva antes realizar uma pergunta ao vereador frisou que a constitucionalidade das propostas relacionadas à educação apresentadas na Câmara, a maioria é de competência federal e que alguns parlamentares levantam questões relacionadas apenas para agradar o eleitorado, mesmo sabendo que tais medidas não são inviáveis no âmbito municipal.
Vitor, por sua vez, garantiu que suas iniciativas para a educação serão analisadas pelo Conselho Municipal de Educação antes de serem propostas. “Eu fui eleito duas vezes em Divinópolis como conselheiro municipal de educação. Acompanhei a legislação municipal de perto e trabalhei em diversas comissões dentro do conselho. Enquanto vereador, todos os meus projetos de educação passarão pelo conselho municipal antes de serem pautados, garantindo que tenham o aval de quem efetivamente sabe e entende do assunto”, concluiu.






