Na manhã desta quarta-feira(22), a comunidade Bateau Mouche, localizada na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi palco de uma cena chocante. Bombeiros do quartel de Campinho foram acionados após um morador ser visto empurrando uma cadeira de rodas com sua mãe, já falecida e em estado de decomposição.
Aurora Marques, uma idosa de 100 anos, faleceu na terça-feira, 21 de janeiro, devido a causas naturais. De acordo com seu filho, após a morte da mãe, ele tentou chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o atendimento demorou a chegar. Após um segundo contato, uma médica confirmou o óbito e informou que o Serviço Social faria a remoção do corpo.
Insatisfeito com a espera e sem saber como proceder, o filho tomou a decisão angustiante de transportar o corpo da mãe em uma cadeira de rodas até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Praça Seca. Durante o trajeto, ele foi abordado por criminosos locais que desconfiaram da situação e o acusaram de ter causado a morte da própria mãe. O homem relatou ter sido agredido durante essa abordagem.
O corpo de Aurora foi removido para o Instituto Médico Legal (IML) nesta manhã. A Polícia Civil já iniciou investigações sobre o caso para esclarecer os detalhes da situação.
Esse incidente traz à tona um caso semelhante ocorrido no ano passado, quando Érika de Souza Vieira Nunes foi detida ao tentar sacar dinheiro em um banco com seu tio falecido em uma cadeira de rodas. Essas situações revelam uma triste realidade enfrentada por muitos nas comunidades cariocas, onde a falta de assistência e apoio pode levar a desfechos trágicos e inusitados.






