Segundo o colunista Lauro Jardim, do O Globo, no dia de sua posse como novo titular da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom-PR), Sidônio Palmeira oficializou uma mudança significativa na estrutura da pasta: a exoneração de Brunna Rosa, que comandava a comunicação do governo nas redes sociais desde o início do atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão também levou à saída de Priscila Calaf, então chefe do Departamento de Canais Digitais da Secom.
Janja – Comunicação
A movimentação, antecipada por analistas e confirmada pelo colunista Lauro Jardim, marca uma redução da influência da primeira-dama, Janja Lula da Silva, sobre a comunicação presidencial. Ao longo do último ano, Janja tentou assumir maior controle sobre as redes sociais de Lula, em tensões que incluíram Ricardo Stuckert e José Chrispiniano, ex-responsável pela Secom.
Brunna Rosa, próxima de Janja desde a campanha de 2022, estava na linha de frente dessa estratégia. Com sua saída, o novo ministro convidou Mariah Queiroz, que atuava na equipe digital de João Campos, prefeito do Recife. A expectativa é que Mariah traga novos profissionais de Pernambuco para reformular a equipe.
Desafios da comunicação do governo
Sidônio Palmeira, marqueteiro de Lula na campanha de 2022, foi nomeado para reverter o cenário de aprovação popular estagnada em cerca de um terço do eleitorado. Durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, Sidônio destacou os avanços do governo Lula em indicadores econômicos, como o crescimento do PIB e a queda no desemprego.
“O nosso país voltou a ser respeitado pelo mundo. Mas esse trabalho não está sendo percebido por parte da população. A informação dos serviços não chega na ponta”, afirmou o novo ministro, comprometendo-se a reforçar a comunicação do governo.
A Secom tem papel fundamental na formulação e implementação da estratégia de comunicação do governo federal, incluindo publicidade oficial, relação com a imprensa e divulgação de programas. Sidônio afirmou que uma das prioridades será enfrentar a desinformação promovida pela direita nas redes sociais, citando como exemplo recente as fake news sobre a suposta taxação do Pix.
Fake news sobre o Pix
As redes sociais foram tomadas por boatos de que o governo estaria cobrando impostos sobre transações realizadas via Pix. Em resposta, a Receita Federal emitiu nota esclarecendo que não há cobrança adicional. A atualização normativa refere-se apenas à inclusão de transações no monitoramento financeiro para movimentações mensais acima de R$ 5 mil.
“O contribuinte não será cobrado por utilizar o Pix, mas deve prestar atenção às movimentações atípicas e à correta declaração de rendimentos”, destacou a Receita.
Sidônio Palmeira também indicou que o governo prepara uma campanha de esclarecimento para combater a desinformação e aproximar a população dos avanços promovidos pela gestão Lula. Com a reformulação da Secom, o governo espera consolidar uma comunicação mais eficiente e alinhada aos desafios atuais.






