O custo da cesta básica em Divinópolis subiu 4,18% em novembro de 2024, atingindo o valor médio de R$ 628,17. Em comparação a outubro, quando a cesta custava R$ 602,98, a alta reflete o aumento nos preços de itens essenciais como batata, tomate e óleo de soja. No acumulado de 12 meses, o aumento chegou a 5,8%, segundo dados do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (NEPES), da Faculdade Una Divinópolis.
A pesquisa revelou que, em novembro, o trabalhador que recebe salário mínimo destinou cerca de 48,1% do rendimento líquido para adquirir os itens da cesta básica. Isso representa um aumento em relação ao mês anterior, quando esse percentual foi de 46,2%.
O que mais encareceu na cesta básica?
Entre os produtos que puxaram a alta, a batata registrou um aumento significativo de 15,95%. Segundo o coordenador do NEPES, professor Wagner Almeida, a interrupção temporária da colheita devido às chuvas reduziu a oferta do tubérculo. Mesmo com a retomada das atividades no campo, os preços continuaram elevados nos supermercados.
O tomate também teve alta expressiva, com aumento de 11,56%, impulsionado pela baixa oferta do produto. Já o óleo de soja ficou 8,92% mais caro, reflexo do aumento das exportações e da menor oferta interna. A carne bovina de primeira subiu 6,55%, influenciada pela alta demanda interna e externa, além de dificuldades de normalização na oferta de gado para abate, mesmo com a melhora das condições de pastagem.
Reduções nos preços
Nem todos os itens da cesta básica ficaram mais caros. Produtos como o pão francês e a banana apresentaram queda de preços em novembro, com reduções de 5,61% e 4,77%, respectivamente.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômico-sociais (NEPES) da Faculdade Una Divinópolis, entre os dias 25 e 29 de novembro, em sete supermercados da cidade, que possuem açougue, padaria e hortifrúti. A cesta básica analisada é composta por 13 itens essenciais para a manutenção da saúde de um trabalhador em idade adulta durante um mês.
Esse aumento impacta diretamente a vida dos moradores, especialmente daqueles que ganham salário mínimo, já que quase metade da renda líquida mensal é consumida apenas pela compra da cesta básica. Isso evidencia a necessidade de políticas que busquem controlar a inflação nos alimentos e aliviar o orçamento das famílias.






