Na manhã desta quarta-feira (27), uma megaoperação policial coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) desarticulou uma organização criminosa atuante em sete estados brasileiros. A operação, denominada Êxodo, contou com a participação da Polícia Militar (PMMG) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante a ação, foram cumpridos 106 mandados de prisão, busca e apreensão, incluindo em presídios de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Além disso, foram emitidas ordens judiciais para o sequestro de bens imóveis, veículos e valores, bem como a suspensão de atividades de empresas. As operações ocorreram em várias cidades, incluindo Belo Horizonte e Contagem (MG), Rio de Janeiro (RJ), Foz do Iguaçu (PR), Praia Grande, Ribeirão Preto e São Bernardo do Campo (SP), Paranaíba (MS), Sinop (MT) e Britânia (GO). Até o momento, 14 suspeitos foram presos. As autoridades apreenderam cerca de 200 quilos de maconha, um fuzil calibre 556, dez pistolas de calibres variados, dois revólveres, milhares de munições, três veículos, celulares e extratos bancários. As ordens judiciais de sequestro resultaram na retenção de R$ 345 milhões em contas bancárias, aplicações financeiras, títulos de capitalização, cadernetas de poupança, investimentos, ações e cotas de capital dos investigados e suas empresas.
A investigação, que durou mais de dois anos, foi conduzida pelo Grupo de Combate às Organizações Criminosas da PCMG, com apoio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas da PMMG e agentes de inteligência da PRF, todos atuando junto ao Gaeco do MPMG.
O grupo criminoso, vinculado a uma facção carioca, operava na região Oeste de Belo Horizonte e em outras áreas do estado, envolvido em tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais.
Segundo o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, coordenador do Grupo de Combate às Organizações Criminosas, táticas utilizadas no Rio de Janeiro estavam sendo replicadas no aglomerado Cabana do Pai Tomás, incluindo ameaças a moradores e ações assistencialistas.
A operação contou com o apoio de diversas delegacias especializadas, batalhões da PMMG, coordenadorias de recursos especiais das polícias civis de Minas Gerais e Rio de Janeiro, Polícia Civil de São Paulo, equipes dos canis e hangares da PCMG e PMMG, Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro e Gaecos dos Ministérios Públicos de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Paraná.
Ao todo, participaram 103 policiais civis, 80 policiais militares, nove promotores de Justiça, dois policiais penais e servidores administrativos da PCMG.






