Uma explosão destruiu parte de uma casa alugada em Ceilândia (DF), nesta quinta-feira (14), onde o principal suspeito de um recente atentado contra o Supremo Tribunal Federal (STF) armazenava grande quantidade de artefatos explosivos. O incidente aconteceu durante uma operação da Polícia Federal (PF), que buscava provas para aprofundar as investigações sobre as explosões que ocorreram na área central de Brasília, na quarta-feira (13). De acordo com Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, a explosão não causou ferimentos nos agentes, graças ao uso de um robô antibombas, que abriu o compartimento onde estavam os explosivos.
Em coletiva de imprensa, o diretor-geral da PF destacou que o uso do robô foi crucial para preservar a vida dos agentes envolvidos. “Se os policiais tivessem entrado diretamente no ambiente, o desfecho poderia ter sido fatal, dada a intensidade da explosão”, explicou Rodrigues. Ele ressaltou que o episódio reflete a continuidade de ações extremistas, as quais, segundo ele, seguem ativas desde a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além do ataque mais recente ao STF, a PF apontou que o extremismo desses grupos já resultou em outros atentados, incluindo uma tentativa de explosão no Aeroporto de Brasília em dezembro de 2022 e a depredação das sedes dos Três Poderes no início de 2023.
A PF reforça que o combate a esses grupos exige a cooperação de todo o sistema de Justiça Federal. “Quero fazer um registro da gravidade dessa situação que nós enfrentamos ontem. Que apontam que esses grupos extremistas estão ativos e precisam que nós atuemos de maneira enérgica. Não só a Polícia Federal, mas todo o sistema da Justiça Federal. Entendemos que o episódio de ontem não é um fato isolado, mas conectado com várias outras ações”, disse.






