A diretoria da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto Cordeiro Martins, em Divinópolis, se pronunciou sobre a recente auditoria realizada pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG) na última quarta-feira (06). Em resposta às matérias veiculadas na imprensa local a administração da UPA esclareceu os fatos, contestando a informação de que não se pronunciaria oficialmente. Atribuiu ainda à regulação do estado, o fato da existência de pacientes em observação nos corredores da unidade.
Segundo José Marcio Zanardi, secretário executivo do CIS-URG Oeste, todos os documentos solicitados pelas auditoras foram apresentados, abrangendo desde a escala de profissionais e registros de ponto até a validade de extintores de incêndio, contratos de prestadores de serviços e protocolos assistenciais. “Atendemos 100% do que nos solicitaram com a conformidade de toda documentação e processos”, afirmou Zanardi.
Um dos pontos mais sensíveis destacados pela auditoria foi a presença recorrente de pacientes “em observação” nos corredores da UPA. A administração tem trabalhado continuamente com a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) para criar novos espaços internos que garantam um melhor acolhimento desses pacientes. “Mantemos a vigilância e assistência para todos os pacientes da UPA”, ressaltou Zanardi.
A diretoria também destacou que a permanência de pacientes por mais de 24 horas na unidade, aguardando vaga hospitalar, não é responsabilidade da UPA ou do município de Divinópolis, mas sim da Central Estadual de Regulação (SUSfácil). “Se todos os pacientes fossem encaminhados em 24 horas, não teríamos superlotação e nenhum paciente nos corredores”, explicou.
Além disso, a administração da UPA informou que não recebeu nenhum relatório ou feedback imediato após a visita das auditoras. Caso necessário, o Tribunal de Contas entrará em contato posteriormente para considerações adicionais. A diretoria também esclareceu que não foi contatada por nenhum veículo de comunicação local sobre o caso, contrariando informações divulgadas de que não haveria pronunciamento da UPA.
A UPA de Divinópolis continua empenhada em oferecer o melhor atendimento possível e solicita apoio do TCE-MG para encontrar as vagas hospitalares necessárias para a transferência dos pacientes, visando solucionar o problema da superlotação.
Veja Nota da UPA, na íntegra
Diretoria da UPA se pronuncia sobre a visita do TCE-MG
A diretoria da Unidade do Pronto Atendimento Padre Roberto Cordeiro Martins, UPA de Divinópolis, tomou conhecimento de matérias publicadas por veículos de comunicação da cidade e região, a respeito da auditoria do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE-MG), ocorrida na quarta-feira, 06 de novembro.
“Foram apresentados todos os documentos solicitados pelas auditoras com relação às questões assistenciais dos pacientes. Na auditoria foi visto desde a escala de profissionais (conferido nominalmente a presença e o registro de ponto de cada um), até validade de extintor de incêndio, contratos de prestadores de serviços e fornecedores, bem como todos os protocolos assistenciais exigidos pela legislação. Atendemos 100% do que nos solicitaram com a conformidade de toda documentação e processos. O ponto mais sensível que percebemos na UPA é sem dúvidas a presença de pacientes “em observação” nos corredores, que acontece de forma recorrente. A administração da UPA tem trabalhado dioturnamente com a SEMUSA na criação de novos espaços internos para garantir um melhor acolhimento destes pacientes. Há de se ressaltar que mantemos a vigilância e assistência para esses e todos os pacientes da UPA. A permanência de diversos pacientes acima de 24 horas na Unidade aguardando vaga hospitalar, não é responsabilidade da UPA ou do Município de Divinópolis, e sim, da Central Estadual de Regulação (SUSfácil). Se todos os pacientes que aguardam vaga hospitalar fossem encaminhados em 24 horas, não teríamos nenhum dia de superlotação e nenhum paciente em corredor. Cabe a nós fazermos o melhor para todos que buscam atendimento. Essa questão foi repassada às auditoras e pedimos ajuda ao TCE-MG para que nos ajudem a encontrar as vagas necessárias para transferir os pacientes.”, explica José Marcio Zanardi, secretário executivo do CIS-URG Oeste.
Na oportunidade, os diretores vêm esclarecer que não receberam nenhum relatório ou feedback após a visita das auditoras. Ao término da inspeção, apenas foram informados que, caso fosse necessário, posteriormente o Tribunal entraria em contato para as considerações. Destacam ainda que não foram contactados por nenhum veículo de comunicação de Divinópolis e região a respeito do caso, portanto a informação divulgada que não haveria pronunciamento da UPA sobre a visita, não procede.
Márcia Santos – Assessora de Comunicação do CIS-URG Oeste/SAMU/UPA Divinópolis
NOTA DIVINEWS: Pedimos desculpas aos administradores da UPA Padre Roberto e aos leitores pela informação equivocada, de que “não haveria pronunciamento da UPA”.







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