Editorial: “A vontade soberana do povo nas urnas é válida para os meios de comunicação? Depende!”

Publicado por: Geraldo Passos

A manchete interrogativa do editorial, “vontade soberana do povo é válida  para os meios de comunicação?”, carrega uma mensagem complexa sobre o papel dos meios de comunicação em uma democracia. Analisando-a, podemos identificar alguns pontos importantes. Como partir do princípio de que a vontade do povo é soberana, por ser a expressão máxima da democracia. Significando dizer que, em última instância o povo deseja ver respeitada a sua vontade. Mas ao dizer “que é válida para os meios de comunicação”, pode levantar questões  sobre o real papel da imprensa. Que não é ser popular, e sim, levar até a população a verdade dos fatos; criticar quando necessário; além de investigar, se preciso for. O alinhamento da imprensa à vontade popular não pode ser cega e chegar às raias da conivência e subserviência à grupos políticos. Que movidos por interesses pessoais ou mesmo de gestão podem tentar legitimar ações danosas para a cidade alicerçadas em tal “vontade popular”, mesmo não sendo totalmente unanime. 

A frase toca, portanto, em questões de poder, responsabilidade e a relação entre mídia e democracia, sugerindo que os meios de comunicação devem estar alinhados com o desejo popular, mas deixando espaço para reflexões sobre os limites desse alinhamento.

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Em meio ao cenário político acirrado de Divinópolis, o Divinews, conhecido por sua postura crítica à gestão dos irmãos Azevedo, anuncia uma mudança significativa em sua linha editorial. Após anos de publicações de denúncias feitas por terceiros, que geraram matérias, debates e alertas políticos da gestão, o veículo decide, a partir de então, adotar uma abordagem editorial mais descritiva do que opinativa. Deixando aos leitores  suas próprias conclusões sobre fatos publicados

Para muitos pode parecer estranho que um veículo de comunicação, mesmo comprometido com o bom jornalismo, possa emitir opiniões e tomar partido em determinadas questões. No entanto, o jornalismo opinativo sempre existiu, não é novidade e tão pouco foi inventado pelo Divinews. No mundo os paises tidos como ditadura é impensável a pluralidade editorial, é obrigatório ser governo, e ponto final.  Nas grandes democracias, é comum que a mídia defenda ponto de vista político dispares.  Nos Estados Unidos, por exemplo, nas eleições de novembro o  The New York Times e The New Yorker  está poiando Kamala Harris. Enquanto a FOX News se posiciona com firmeza em defesa de Donald Trump.

Em Divinópolis, entretanto, a receptividade ao jornalismo opinativo tem sido veementemente critica quando o veículo tem posições contrárias ao governo, como o Divinews fez ao longo dos últimos 3,8 anos. E condescedente quando é favorável à gestão, como no caso do Jornal Agora. O Divinews adotou uma postura crítica aos Azevedo, não a família em si, mas ao seu núcleo político,  que ao longo dos últimos anos, conquistou um poder inimaginável não apenas na política local, quanto no Estado e no âmbito federal.

O Divinews tentou despertar na população o quão danoso é para a democraci a concentração de poder nas mãos de clãs,  tendo com exemplos históricos de dinastias políticas no Brasil,  os Sarney no Maranhão, Barbalho no Pará, Andrada, em Minas; Magalhães, na Bahia; Gomes, no Ceará;  Bolsonaro, no Rio de Janeiro, entre outras, Brasil afora. Agora, pontualmente em Divinópolis os Azevedo. Entretanto,  no dia 6 de outubro, os eleitores divinopolitanos decidiram ignorar tal fato, e reafirmar sua confiança em Gleidson Azevedo, o reelegendo  com uma votação histórica com  mais de 83 mil votos, representando 71,54% dos votos válidos. Vitória incontestável sobre sua adversária, Laiz Soares, que obteve apenas 33 mil votos.

Diante desse resultado, o Divinews reconhece a soberania da vontade popular e, por isso, decidiu ajustar  sua abordagem. Não se tratando de uma mudança abrupta de opinião ou uma tentativa de agradar o clã. Pelo contrário, trata-se de entender que o jornalismo também precisa refletir os anseios e as percepções do público, com o resultado das urnas.

O Divinews não deixará  nunca, quando necessário,  de investigar, relatar denúncias e os problemas da gestão. Porém, de forma descritiva e com contraditório, se enviado no devido tempo, e  não mais apenas opinativa. O papel de interpretar, julgar os acontecimentos e formar opinião, caberá ao leitor.

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A mudança editorial não é a única transformação em vista. Em breve, o Divinews também passará por modificações em seu conteúdo, tanto no portal quanto em suas redes sociais, extensivo à sua própria gestão,  visando melhorar a experiência de seus leitores, e continuar como referência na cobertura dos principais acontecimentos da cidade e região.

É fato que, embora Gleidson Azevedo tenha conquistado uma vitória esmagadora sobre Laiz Soares, é importante lembrar que a enorme abstenção,  os  votos brancos e nulos são indícios de que, uma boa  parcela da população não instituiu o sistema de governo  de Monarquia e tão pouco o coroou o prefeito reeleito, como “Rei Gleidson II”.

O Divinews vai buscar se alinhar à vontade popular sem perder sua essência jornalística. As transformações que estão por vir certamente trarão novas discussões, e o compromisso do site segue o mesmo: informar com qualidade e permitir que a verdade prevaleça. E Por fim, “Existe sim a vontade do povo. Mas, não existe democracia com imprensa controlada e submissa ao poder”.

Senador Cleitinho Azevedo 

Antes das eleições, em agosto, ocorreu o primeiro encontro entre o senador Cleitinho Azevedo e o editor do Divinews, Geraldo Passos, mediado pelo advogado Thiago Barbosa Costa, defensor do portal, da Costa & Oliveira Advogados Associados. Naquela ocasião, ficou pré-agendado um segundo encontro para depois das eleições municipais, reunião que aconteceu na manhã desta sexta-feira (25) no escritório do advogado. O diálogo, enfim, chegou a um entendimento satisfatório.

 

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  1. Roni disse:

    Se for puxar o saco dos cleiTINOs tô saindo fora

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