Confeiteira mineira é multada em quase 2 mil reais por vender bolos temáticos de clubes de futebol

A confeiteira de Uberlândia alega que o licenciamento é inviável para pequenos produtores, e aponta que o processo é oportunista.

Publicado por: Redação

Luciana Costa, confeiteira de Uberlândia, Minas Gerais, foi surpreendida com uma multa de R$ 1.800 por usar marcas de clubes de futebol em bolos temáticos sem licenciamento. A ação foi movida pelo Esporte Clube Bahia, representado pelo escritório Bianchini Advogados, que alegou a venda de produtos não licenciados. A confeiteira, que trabalha com decoração de bolos desde 2014, acusa o escritório de oportunismo e “covardia”, afirmando que o valor da multa é desproporcional ao volume de suas vendas.

Segundo Luciana, ela já havia enfrentado uma notificação anterior, em 2023, envolvendo os clubes paulistas Corinthians e Santos. Após o ocorrido, retirou os produtos de seu catálogo, mas foi novamente surpreendida em abril de 2024 com uma nova cobrança, desta vez relacionada ao Bahia. Mesmo retirando os itens com a marca do clube baiano, ela relata que foi obrigada a negociar uma multa, que inicialmente era de R$ 7 mil, mas foi reduzida após negociação.

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Luciana destaca que trabalha com uma produção artesanal e em pequena escala, e que jamais teve a intenção de lucrar em larga escala com os símbolos dos clubes. “Se eu vendi R$ 100 de produtos relacionados ao Bahia em todos esses anos, foi muito”, desabafou. A confeiteira também criticou a forma como o processo foi conduzido, alegando que o escritório de advocacia poderia ter notificado sobre todos os clubes representados de uma só vez, ao invés de agir por partes, o que ela considera má-fé.

Apesar das justificativas, o escritório Bianchini Advogados rebate as acusações e afirma que a venda foi realizada “em grande escala”, o que descaracteriza o trabalho artesanal da confeiteira. O escritório também destacou que os clubes têm o direito de proteger suas marcas e que a pirataria gera prejuízos econômicos significativos. Segundo eles, desde o início de 2024, mais de 2 mil anúncios ilegais relacionados ao Bahia foram removidos de diversas plataformas.

Luciana, que atua de forma independente com o apoio de apenas duas pessoas terceirizadas, sente-se injustiçada. “Eles me trataram como criminosa, sendo que meu trabalho é para pequenos eventos, e a maioria dos clientes são torcedores apaixonados que encomendam algo para suas festas”, afirmou.

Para a confeiteira, o maior problema é o custo elevado dos licenciamentos, que tornam inviável para pequenos produtores seguirem as regras. Ela sugere que os clubes poderiam oferecer condições mais acessíveis para artesãos e pequenas empresas, evitando que situações como a dela se repitam. “Nós, confeiteiras, podemos reinventar e criar novos produtos. Quem perde com isso são os próprios clubes, que deixam de ter torcedores celebrando suas marcas de forma criativa em eventos”, finalizou.

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  1. Felipe disse:

    os donos da empresa NoFake foram presos por extorquir as pessoas, Agora que a justiça faz o mesmo com o Grupo Bianchini

  2. Romeu Fernando Gomes disse:

    Tenho uma pequena distribuidora de peças pra carro, sou MEI e vendo on LINE para sobreviver, ganhei umas peças de um amigo lojista que fechou as portas a uns 5 anos atrás e me deu uns bico de pneu com logo de time. No meio tinha um jogo do Sport Recife e os advogados querem que eu pague 7.000,00 de indenização sendo que eu NUNCA vendi uma peça se quer.

  3. Marcelo Leal disse:

    Não entendi o porquê de tanta rispidez ??? O clube poderia flexibilizar essa situação da confeiteira Luciana.
    Se eu fosse presidente desse clube contrataria o serviço dessa confeiteira para as festividades do clube.
    Com certeza as duas partes seriam beneficiadas.

  4. ANDREA DA SILVA DE CASTRO disse:

    Esses clubes querem é ganhar dinheiro, bom já que não pode e só falar para os clientes que os clubes não querem seus emblemas nos bolos dos torcedores.
    Eu como odeio jogo de futebol to me lichando para esses emblemas.

  5. Agleia Brito Lima disse:

    Eu acho um absurdo esses clubes fazendo isso quer dizer o torcedor quer um bolo do time do coração não pode é a marca eu sempre fiz aniversário com bolo esportivo por mim agora não faço tem tantos temas mais interessante do que esse vexame histórico

  6. Lailson Costa da disse:

    Tudo bem aos interesses dos clubes em proteger suas marcas. Entretanto a confeiteira fez apenas o pedido de um APAIXNADO TORCEDOR, que deseja HOMENAGEAR SEU CLUBE DE CORAÇÃO. A confeiteira não ganha mais ou menos por diferentestes clubes. O valor do Kg do bolo e o mesmo, independente de temática… Ou seja para os torcedores do Bahia, não faça mais bolos em homenagem ao seu time, pois eles não querem que as confeiteiras(o) façam. Ridículo isso.

    Já pensou se todo filme, série, desenho, clube, ou qualquer outra marca faz o mesmo???

    Acabará a confeiteiraria.

    Diga para uma criança que ama a Frozen que não pode fazer o bolo dela com o tema.!

  7. EZEQUIEL CRISPIM DE RESENDE disse:

    Que isso Bahia vcs deveriam te vergonha e outros clubes tbm

  8. Cadu disse:

    Q vergonha! Todo mundo sabe q essas coisas são feitas sob encomenda. É por essas e outras q não suporto futebol. As confeiteira tem q se negarem a fazer essas encomendas pra ver se os torcedores tomam atitude contra esses times. Pq quem está sendo punida é uma prestadora de serviço enquanto q quem deveria ser enquadrado é o dono da festa.

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