O despejo irregular de resíduos feito pela empresa Laticínios Danata no Ribeirão Empanturrado, em Carmo do Cajuru, causou a morte de diversos peixes e levou o proprietário da fábrica a ser detido pela Polícia Militar do Meio Ambiente (PMMA). A ação ocorreu na quinta-feira (17), após denúncias de moradores sobre o estado do ribeirão, que ficou coberto por dejetos que não passaram por nenhum tratamento adequado.
De acordo com relatos, os moradores perceberam alterações na cor e no odor da água, o que os levou a denunciar o problema. Ao investigar a área, a PMMA constatou que o descarte feito pela empresa contaminou o ribeirão, sufocando a vida aquática. O cenário era de destruição ambiental, com dejetos cobrindo grande parte do curso d’água e corpos de peixes boiando na superfície.
Segundo a PMMA, esta não é a primeira vez que a empresa é flagrada cometendo crimes ambientais. Na semana anterior, o Laticínios Danata já havia sido autuado e teve as atividades embargadas por causa da mesma prática de poluição. Mesmo assim, o proprietário seguiu com o despejo irregular de resíduos, o que configurou também crime de desobediência às autoridades.
Esse tipo de crime ambiental pode ter consequências severas, tanto para o ecossistema local quanto para a saúde pública. Além de comprometer a qualidade da água – já que o Ribeirão Empanturrado é um importante corpo hídrico da região – a poluição também impacta diretamente a fauna aquática, fundamental para o equilíbrio ecológico. A morte dos peixes não é apenas um sinal evidente da degradação ambiental, mas também uma tragédia para a biodiversidade local, que pode demorar a se recuperar, e, com isso, o prejuízo não se limita apenas à vida aquática: o solo, as plantas e até as populações humanas que vivem nas redondezas podem sofrer com os efeitos desse tipo de poluição.






