Prisão de Gusttavo Lima é revogada pela Justiça de Pernambuco, em meio a investigação de apostas ilegais

Tribunal também suspendeu a apreensão de passaporte e armas do cantor, que estava em Miami, nos Estados Unidos.

Publicado por: Redação
O cantor Gusttavo Lima teve sua prisão preventiva revogada nesta terça-feira (24) pelo desembargador Eduardo Guilliod Maranhão, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. A decisão também suspendeu a apreensão de seu passaporte, bem como o certificado e eventual porte de armas de fogo. A defesa do artista havia entrado com um pedido de habeas corpus na segunda-feira (22).

A prisão havia sido decretada pela juíza Andréa Calado da Cruz no âmbito da Operação Integration, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com jogos ilegais. Gusttavo Lima é acusado de ocultar R$ 9,7 milhões, recebidos através de dois depósitos de uma empresa ligada a jogos ilegais, a HSF Entretenimento Promoção de Eventos. Além disso, o cantor teria participação de 25% na empresa “Vai de Bet”, apontada como operadora de apostas ilegais.

O nome de Gusttavo Lima chegou a ser incluído no sistema da Polícia Federal nos aeroportos, mas ele teria deixado o Brasil antes do pedido de prisão, viajando para Miami.

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A defesa de Gusttavo Lima, composta pelos advogados Delmiro Dantas Campos Neto, Matteus Macedo e Cláudio Bessas, comemorou a decisão do Tribunal. Em nota, os advogados afirmaram que “as acusações são baseadas em presunções infundadas e que todas as transações do cantor com as empresas investigadas foram realizadas legalmente e devidamente declaradas.”

O cantor tem show marcado para o dia 2 de outubro em Petrolândia, Pernambuco, em um evento que faz parte da Festa do Padroeiro da cidade, com um cachê de R$ 1,1 milhão.

Nota da defesa jurídica de Gusttavo Lima

“A defesa do cantor Gusttavo Lima recebe com muita tranquilidade e sentimento de justiça a decisão proferida na tarde de hoje pelo Desembargador do TJPE Dr. Eduardo Guilliod Maranhão, que concedeu o habeas corpus.

A decisão da juíza de origem estabeleceu uma série de presunções contrárias a tudo que já se apresentou nos autos, contrariando inclusive a manifestação do Ministério Público do caso.

A relação de Gusttavo Lima com as empresas investigadas era estritamente de uso de imagem e decorrente da venda de uma aeronave. Tudo feito legalmente, mediante transações bancárias, declarações aos órgãos competentes e registro na ANAC. Tais contratos possuíam diversas cláusulas de compliance e foram firmados muito antes de que fosse possível se saber da existência de qualquer investigação em curso.

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Gusttavo Lima tem e sempre teve uma vida limpa e uma carreira dedicada à música e aos fãs. Oportunamente, medidas judiciais serão adotadas para obter um mínimo de reparação a todo dano causado à sua imagem.”

Equipe jurídica – Gusttavo Lima

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