Gleidson Azevedo (NOVO), candidato à reeleição na Prefeitura de Divinópolis, deixou os servidores municipais representados pelo SINTRAM e outros oito sindicatos de trabalhadores de várias categorias no vácuo. A coordenação de campanha não respondeu e tão pouco o prefeito assinou o Termo de Compromisso que é formalizado tradicionalmente de quatro em quatro anos, entre o Executivo, e os servidores, entre representantes de outras classes de trabalhadores, como Sinpro – Sindicato dos Professores no Estado de Minas Gerais; Sind-Ute – Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais; Sintect – Sindicato dos Trabalhadores dos Correios; Sintemd – Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Municipal de Divinópolis; SIETHD – Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Divinópolis e Região; Sindicomericiários – Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Divinópolis e Região; Sinpospetro – Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis e Derivados de Petróleo; Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Divinópolis
A Comunicação do SINTRAM acionou, na última quarta-feira (04) a coordenação de campanha de Gleidson por meio do coordenador Érico Souki. No encaminhamento, houve um pedido de agendamento de uma reunião com o candidato e prefeito, entretanto, não houve sequer um retorno pela parte.
O presidente da Sintram, Marco Aurélio Gomes, pondera que embora os compromissos formalizados nem sempre são cumpridos, a boa relação preza pela cordialidade dos gestores e sinaliza positivamente tanto para os servidores municipais, quanto para o sindicato que representa os trabalhadores.
“A assinatura do termo de compromisso com os sindicatos é uma tradição de anos e, embora a maioria dos prefeitos eleitos não honre suas assinaturas, o documento é importante, pois apresenta quais são as reivindicações mais urgentes dos servidores e outras categorias. Até mesmo só a formalidade da assinatura do documento, já é um passo para que os Sindicatos e os candidato tenham um contato inicial, já que, se eleito, essas relações, necessariamente, serão parte da rotina”, ´ponderou Marco, presidente do SINTRAM.
Quatro anos atrás, Gleidson Azevedo, à época filiado ao PSC, foi o último candidato a assinar tal documento. Isso relutantemente, pois no relato dos sindicalistas, prefeito colocou algumas condicionantes e retirou diversas outras já constadas para assinatura. Mesmo assim, nenhum dos 14 itens foi cumprido ao longo da atual gestão.
Dois deles, a fim de exemplificação, a porcentagem de cargos para servidores comissionados que fossem servidores de carreira (Atualmente dos 75%, somente 52,4% estão nessa condição). Num passado recente, Gleidson também se comprometeu a recuperar as perdas salariais da categoria datadas desde 2017.
Pelo termo assinado naquela ocasião, o candidato na época garantiu o pagamento durante o mandato das perdas de 4,27% referentes a 2016 e mais 3,86% não pagos em 2017. Porém, divergente a cumprir tal demanda, em 2021, primeiro ano do mandato, ele deixou de pagar a revisão salarial aos servidores e a perda salarial aumentou mais 5,23%.
Gleidson, Janete, secretários, e diretores foram alvos de inúmeras denúncias e investigações por assédio moral. Tais práticas foi contrário ao que prometeram na campanha de 2020.
Marco Aurélio complementa que o descaso e desrespeito de Gleidson para com os servidores municipais desmoraliza e desmotiva a categoria. “Infelizmente o prefeito e candidato à reeleição não cumpriu o termo de compromisso anterior e, agora, se nega a assinar o documento para o próximo mandato. Nossa avaliação é a de que essa atitude, mais uma vez, reflete o desprezo e a falta de compromisso com aqueles que são o grande suporte da administração, os servidores”, complementou o presidente do Sintram.
Ressalta-se que a candidata Laiz Soares assinou o mesmo termo de compromisso com os servidores públicos municipais, e com outras categorias, que a coordenação de campanha de Gleidson Azevedo ignorou.





