Pré-candidato a vereador por Divinópolis, Vitor Costa (PT) fala sobre sua representatividade no movimento LGBTQIA+; aborda ainda a caótica atual gestão

Publicado por: Redação

Nesta semana, o Divinews recebeu para uma Live no Instagram o pré-candidato a vereador por Divinópolis, Vitor Costa (PT). Dentre os assuntos abordados no bate-papo, o agente político foi questionado, a  acerca de  sua opção de filiação, representatividade, movimento LGBTQIA+, análise de conjuntura política da cidade, uso abusivo de alguns políticos locais nas redes sociais , dentre outros assuntos. A íntegra completa pode ser assistida a qualquer instante nesse link. Veja a seguir alguns temas de destaque.

QUEM É VITOR COSTA?

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Vitor introduz sua biografia. “Eu tenho 25 anos. Sou de formação administrador de empresas. Trabalhei oito anos no setor privado no Ferro Velho fazendo administrativo. E aí sempre militei dentro do Partido dos Trabalhadores. Nessa época no setor privado eu já era secretário municipal LGBT do Partido dos Trabalhadores aqui em Divinópolis. Fui iniciando nessa militância dentro do partido, no movimento social também. Tanto o movimento LGBT aqui em Divinópolis quanto outros movimentos. Depois disso, eu apoiei na última eleição a deputada Macaé Evaristo aqui em Divinópolis e Gleide Andrade para deputada federal. 

PORQUE RESOLVEU TENTAR SER PRÉ-CANDIDATO

O ativista responde sobre a disposição de seu nome na política. “Me tornei assessor da deputada Macaé. E aí eu tive a oportunidade de conhecer a nossa cidade a fundo. Então eu visitei todas as nossas escolas municipais e estaduais. Visitei todos os postos de saúde. Visitei CRAS. Visitei entidades do terceiro setor. Onde tinha uma porta aberta, eu estava entrando. Sabe, Geraldo? Era até meme dos meus amigos. Meus amigos falavam que eu estava inventando bairro. Mas eu fui em zona rural. Eu fui em todos os lugares mesmo para conhecer o serviço público por completo. 

Porque na maioria das vezes, no desenho, as coisas são maravilhosas. Mas na prática, para saber onde está chegando o cidadão, é diferente. Então eu ia nesse serviço público, conversava com o funcionário, com a pessoa que estava à frente do serviço. Saía na porta e conversava informalmente com a pessoa que tinha acabado de ser atendida. E aí eu tinha a visão para poder saber como estava o funcionamento. E aí eu fui tendo essa visão. 

Fiz muitas amizades. Tanto que eu sozinha não consigo ter todas as pautas que tenho, receber todas as denúncias. Eu fiz amizades nos serviços. Nos equipamentos públicos. Então tem muitas pessoas que confiam em mim, confiam no meu trabalho e me relatam. E percebi que a minha atuação, enquanto assessora, era limitada. 

Porque eu trabalhava por Divinópolis, mas por 54 municípios aqui na região. Então eu ficava, claro, na maioria das vezes aqui, mas tinha que fazer outras viagens, tinha que cobrir outras cidades. E aí recebi esse desafio. Não foi só meu. Foi um sonho de muitas pessoas, de um grupo. Inicialmente a gente começou trabalhando dentro da secretaria LGBT do PT, porque é uma secretaria que antes da minha chegada no partido não existia. 

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Era um público que dentro do partido não estava sendo trabalhado. E aí começamos a sonhar com uma representação na Câmara. E aí, depois de muito tempo, depois de disputa, porque a indicação do PT é por votação, eu fui o segundo mais votado dentro da sigla para poder seguir com uma pré-candidatura e hoje representar o partido na nossa cidade.”, respondeu.

REPRESENTAÇÃO ATIVISTA E MOVIMENTO LGBTQIA+

Costa conta sobre o enfrentamento contra a homofobia e demais preconceitos que sofre, por ter se assumido homossexual e, sobretudo, atuar politicamente em uma cidade com maioria conservadora ou da extrema direita. “Vem dessa coragem, da minha coragem também para fazer os enfrentamentos políticos. Para quem não me conhece, eu vim da igreja evangélica. Eu cresci na igreja evangélica com pais pastores. 

E aceitar primeiro para mim mesmo, para eu mesmo, enquanto homem gay, foi um processo muito doloroso. E quando eu consegui fazer isso, repetir para mim, me aceitar, saber que eu não era pior que ninguém, que nada que eu fazia, que o meu trabalho, por exemplo, ele continuaria sendo o mesmo, a minha capacidade é a mesma e que a minha sexualidade pode importar para algumas pessoas preconceituosas, mas para quem não tem preconceito, não importa, nada mais me abalou. Então, hoje eu não tenho problema em ser uma cidade conservadora, em me posicionar enquanto homem gay, em me posicionar enquanto alguém de esquerda, alguém petista, não tenho problema nenhum com isso, nada me abala. 

De vez em quando vem umas tentativas, o pessoal tenta intimidar, mas estou bem resolvido. E eu faço questão de chegar, demarcar, dizer muito bem quem eu sou, de onde eu vim, para que eu vim, porque quando você deixa tudo nas cartas, não tem como ninguém usar nada contra você, você não tem nada a temer. E eu realmente não devo nada a ninguém, não tenho problema nenhum com isso.”

CONVENÇÃO PARTIDÁRIA E PREVISÃO DE ATUAÇÃO

Vitor descreve como pode atuar caso o nome seja oficialmente escolhido na convenção partidária da Federação “Brasil da Esperança” no próximo domingo (28). “Eu acho que depende muito do contexto que o município vai se encontrar, na questão da majoritária. É claro que as pessoas já conhecem um pouco o meu trabalho público, a minha vida pública, de que é uma pessoa que, por ser administrador, eu estou sempre atento aos números, às contas públicas, à fiscalização. Aprendi muito isso enquanto colunista do Divinews, na época, para poder buscar minhas fontes e colocar na coluna, aprendi isso enquanto assessor da deputada Macaé, dentro da Assembleia, procurando outros colegas me pedindo, para poderem me ensinarem a fazer uma fiscalização cada vez mais efetiva, e eu acho que hoje o meu carro-chefe realmente é a fiscalização, é olhar se o dinheiro das pessoas estão sendo bem empregados nos serviços públicos, identificar falhas, porque às vezes não teve um escândalo, mas tem uma possibilidade de ter uma falha ali.”, descreveu.

Ele complementa. “Vou fazer uma crítica no campo geral, às vezes a esquerda debate muito e tem pensamentos filosóficos maravilhosos, mas na hora de converter isso para o público, na prática, é dificultoso, são poucas as pessoas que vão entender ou que vão parar para poder ver aquela tese de meia hora, uma entrevista muito grande. Então eu tento sempre melhorar a minha comunicação para poder passar o recado de forma fácil, objetiva, rápida. É claro que se alguém quiser um aprofundamento, vai ter, por isso que meus canais de contato, tanto o meu WhatsApp pessoal, quanto o meu direct no Instagram, estão sempre abertos para a gente poder fazer uma discussão mais aprofundada, mas o fato de chegar com as notícias e com as pautas que importam para a população em tempo rápido e com veracidade, nada de fake news, mas com a forma eficiente, eu tento fazer sempre o possível., complementou.

FAKE NEWS E FALHA NA ATUAL GESTÃO

O ativista analisa a quantidade de desinformação disseminada na atual gestão e o “marketing de maquiagem” usado nas redes sociais do Executivo. “Olha, sendo bem lúcido na minha análise, o principal que eu vejo das pessoas, e eu estou na rua não é recentemente, eu não estou na rua não é por conta de uma pré-candidatura, eu estou na rua há muito tempo, deve ter no mínimo 3, 4 anos que eu já sigo nessa caminhada, acompanhando a política municipal de Divinópolis diariamente, ouvindo pessoas. A saúde é o principal gargalo de Divinópolis. As pessoas, quando têm que encontrar uma UPA super lotada, quando não encontram para onde vão ser transferidos, não encontram leito, ou quando encontra aquilo, a pessoa já passou por um sofrimento muito grande dentro da UPA, é uma exposição muito grande, sem estrutura nenhuma, a pessoa fica lá, é o principal.

Mas eu posso pontuar outros também, o desrespeito ao servidor é uma coisa que eu tenho ouvido muito, mas muito mesmo, a forma do tratamento do servidor, e às vezes a prefeitura não precisava nem fazer muito esforço, mas ter um canal de diálogo, de escuta, de ter um retorno do servidor com uma voz ativa, e não só o primeiro sinal de ser contrariado, abrir um processo administrativo contra a pessoa, tem sinal de processo administrativo que é aberto, e que não é nem homologado, depois a pessoa comprovar que ela foi inocente, passar por todo julgamento, apresentar defesa, a prefeitura simplesmente não homologa a decisão, simplesmente permite que o processo fique aberto, essa é uma crítica direta, a Secretaria de Administração deixa o processo aberto, e aquilo causa no servidor, uma pessoa de carreira na prefeitura um desgaste emocional, um desgaste, a própria índole da pessoa fica em xeque, porque os outros vão comentar, e a pessoa acabou de comprovar que ela era inocente, e a prefeitura vai e não homologa a decisão.”, analisou.

ESTAGIÁRIOS DA PREFEITURA COM DEFASAGEM SALARIAL E ESTRUTURA PRECÁRIA DE TRABALHO

Vitor salienta as précarias condições que avistou em fiscalizações, enquanto ativista e posteriormente quanto assessor parlamentar e conselheiro do município. “Então isso é um dos vários relatos que a gente ouve, de desrespeito à figura do servidor, eu tenho minhas pautas pessoais também, como por exemplo na educação, hoje eu estudo História na UEMG, sou Conselheiro Municipal de Educação em Divinópolis, embora eu esteja licenciado por conta da legislação eleitoral, mas o meu mandato é até 2026, e também Conselheiro Municipal do FUNDEB de Divinópolis, então dentro do Conselho Municipal de Educação, eu acompanhei muitas pautas, por exemplo, de crianças que têm direito assistente educacional pela lei, mas na prática não estavam tendo, estavam sendo atendidas por estagiários, e a gente sabe que a mão de obra do estagiário não é para poder ser isso, não é para poder ser assistente educacional, e a prefeitura entrega dessa forma, não sei se é porque custa mais barato, até porque os estagiários hoje em Divinópolis, nem Vale Alimentação recebe e não pode merendar dentro da escola.

Então temos cofres da prefeitura analisando só dinheiro, para eles devem compensar mais, mas lembrando a população, que nós estamos falando de uma prefeitura municipal, de escolas, são locais públicos, se a gente vê que está negando prato de comida, para uma pessoa que está lá trabalhando, que está prestando um estágio, é um absurdo, e são coisas que a gente encontra nessa administração, que outras administrações aqui em Divinópolis a gente não teve antes, são absurdos que a gente vai encontrando, esbarrando, e que por um motivo ou outro, parece que vem alguém e tapa tudo, esconde, e que isso não repercute tanto como deveria, da forma que é um absurdo, para toda a população de Divinópolis acompanhar.”, salientou.  

USO DAS REDES SOCIAIS

Costa comenta sobre sua presença nas redes e internet em geral. “Como eu te disse, essa possibilidade de hoje a gente estar numa pré-candidatura, ela é antiga. Então, há muito tempo eu venho já pensando, trabalhando, imaginando. É claro que na política tem muita coisa que é em cima da hora, acontece e você já tem que estar pronto para poder contrapor, para poder apresentar o seu pensamento. 

Mas as coisas que dá para ser pautas pensadas, eu já me preparei há muito tempo antes, pensando como seria a estratégia para divulgação, como seria o formato do vídeo. E o melhor de tudo é hoje poder contar com pessoas que estão próximas a mim e estão empenhados no mesmo objetivo, somando e me ajudando nesse processo todo, que eu sozinho não conseguiria.”, comentou.

“MILÍCIA DIGITAL” E FAMÍLIA AZEVEDO NA POLÍTICA

O agente político descorre sobre a família Azevedo na política, o suposto aparelhamento operado na “milícia digital” da atual gestão e como a rede sociail pode ser melhor usada pelos políticos locais. “Pois é, delicado. Eu acho que a extrema-direita no Brasil todo avançou muito com as redes sociais, eles têm um domínio muito grande, e para a esquerda sempre ficou o campo da crítica. Nós temos que melhorar, nós temos que melhorar, mas ninguém pegava e ia mesmo para pronto fazer. 

Eu sou uma das pessoas que foi para esse campo de batalha também ocupar a rede social. No meu trabalho, eu considero que a minha prioridade hoje é visitar as pessoas, ter o corpo a corpo ainda, conversar, ouvir a população, mas isso desdobra o meu trabalho da rede social. Eu vou, eu colho algo, aprendo, pego uma sugestão que acho que é válida para a cidade, e isso desdobra um vídeo na rede social. 

Mas, de fato, nós temos que preocupar muito, porque há pessoas que se acedem nisso, há pessoas que usam as suas redes sociais para poder mentir, para poder perseguir, para poder colocar outra pessoa em exposição, e eu mesmo iniciei antes na política com um ato de exposição da extrema-direita dessa cidade, que hoje é vinculada familiarmente à administração municipal, onde eu era um cidadão, não tinha vínculo com nenhum político partidário, fui exposto nas minhas redes sociais, tive meu perfil exposto por uma pessoa que, na época, tinha mais de 100 mil seguidores aqui na cidade, e foi feito um ataque orquestrado para que as pessoas irem lá, os seguidores destilarem ódio na intenção de me intimidar, de me encalar.  Isso não foi feito só uma vez, é um processo.”, descorreu.

Vitor complementa que invés de ficar intimidado, ele cresceu. “Cresci, e aí é onde que deu uma parada, e hoje os grandão não mexe comigo não, eles põem a coja, aqueles pré-candidatos que não tem nem chance para moderar. Terceirizaram o discurso. Mas aí a gente vê o perigo da rede social, e é um negócio, quando a gente pega, por exemplo, um ponto na cidade que é tão crucial para poder debater no ano eleitoral, porque o ano eleitoral é um ano que eu considero didático, as pessoas estão mais propensas a ouvir sobre política, propensas a ouvir propostas, aí a gente pega um assunto sério como a UPA e como a magestão dela para poder debater. Aí me vem com um factoide levantado pelo outro lado para debater banheiro, para debater, sabe.

Tanta coisa para discutir em Divinópolis, baixar o preço da comida do restaurante popular, que é uma das mais caras de Minas Gerais, se sabe o Brasil. Então isso devia ser debatido, mas não é. Aí eles vão e pegam umas pautas mais mirabolantes, desviam o foco para poder não debater aquilo que interessa. É a minha preocupação.”, complementou.

FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

O agente político levanta o porque de sua escolha por filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). “Na época que eu deixei a Igreja Evangélica, existia um deputado federal que estava crescendo muito, chamado Jair Bolsonaro. E ele cresceu muito, o pessoal foi dando muito palco para ele, que eu acho um erro dar palco para gente assim, mas era muito palco para ele. Sempre que ele ia levantar e culpar alguém, apontar um dedo e dizer que alguém estava errado, era o lado do PT. 

E aí eu, como estava me sentindo nos discursos dele, que eram discursos de ódio, discursos de enfrentamento, a pessoa que eu sou, falei, se esse cara está de um lado, eu estou de outro. E aí eu comecei a militar dentro do Partido dos Trabalhadores, não só aqui em Divinópolis, mas tive um trabalho também realizado dentro do Partido dos Trabalhadores aqui no Estado, tentando compor a secretaria estadual, ajudando eles em trabalhos. Me apaixonei, gostei da história do partido, fiz boas amizades, boas relações, que hoje me ajudam muito a trazer o que eu trouxe para Divinópolis, mesmo não sendo mandatário. 

Me deram uma oportunidade muito grande, principalmente a Gleide Andrade, de um trânsito muito bom em Brasília, de boa relação com a nossa bancada. E eu acho que quando a gente tem bom relacionamento, credibilidade, boa vontade e disposição para ir lá pedir, buscar, as pessoas acreditam na gente e investem nesse sonho, investem na nossa cidade. E eu acho que hoje Divinópolis é uma das coisas que a gente mais perde a isso. 

A gente tem vários representantes que foram eleitos para poder nos representar, mas que na hora de ter um bom relacionamento, não precisa gostar, amar, tirar foto não, mas ter a capacidade de conversar, de ter um diálogo respeitoso com o governo federal, falham. E aí a nossa cidade perde.”, levantou.

SEGURANÇA PÚBLICA

Como estudante, Vitor analisa a segurança na área universitária onde está a UFSJ, UEMG e CEFET. “Principalmente no campo da UFSJ, que é um pouco mais afastado, são muitos lotes vagos, e a prefeitura não tem muitos fiscalizadores, pessoas que vão fiscais postura, que é o nome da profissão, para poder fiscalizar e multar quem deixa o seu lote com o mato alto, e aí a gente tem um lote vago com mato alto e pouca iluminação, e pessoas transitando lá, por mais que o campo da UFSJ não tenha turno à noite, mas as pessoas ficam em trabalho de extensão até mais tarde, e isso é muito perigoso para as alunas, por exemplo, que vão circular lá, sabendo também que o nosso público, que é um público universitário, ele não tem muito dinheiro, então você não vai ter, na maioria das vezes, o carro próprio para ir embora, tem que ir a pé, mora numa república próxima, e aí se expõe a esse risco.”, analisou.

DESENVOLVIMENTO E ECONOMIA

Costa resenha sobre a imigração estudantil, da chamada “fuga de cérebro”, que é quando pessoas se formam em uma cidade e vão embora, para trabalhar, produzir e movimentar a economia de outro município. “Aproveitando que nós estamos falando disso, que Divinópolis é uma cidade jovem, é uma cidade universitária, tem várias universidades, mas não pensa no nosso jovem. Então o nosso jovem, ele vem para cá, ele se forma aqui em Divinópolis, mas na maioria das vezes, e eu posso dizer isso com propriedade, eu vejo meus amigos se formando em Divinópolis e indo buscar oportunidade de trabalho em Nova Serrana, porque em Nova Serrana, que é aqui do lado, vai pagar três vezes melhor. 

Então na hora que se bate no peito para poder dizer que Divinópolis tem emprego, ok, pode até ter, mas nós precisamos de ter emprego de qualidade, senão nós vamos continuar perdendo os nossos jovens para cidades vizinhas. 

Exatamente, e a quem a longo prazo mude, porque se você tem uma cidade que não te remunera bem, que o trânsito, a forma da mobilidade urbana é um problema, que na saúde você não tem segurança de ser bem atendido, você acaba mudando para a cidade do lado, que consegue fornecer isso em uma melhor qualidade. E vou dizer para vocês, isso é lamentável, Divinópolis sempre esteve no foco, Divinópolis sempre foi a princesinha do oeste, a cidade, né, Polo, e de um tempo para cá a gente vem perdendo esse protagonismo de lavada. 

Eu lembro daquele debate que teve da Heineken para poder vir para a Divinópolis, nós perdemos a empresa, era uma boa oportunidade de dar um ambiente favorável para a empresa se desenvolver aqui. Nós temos que falar também do ambiente tecnológico, Vinópolis precisa fomentar startups, empresas pequenas, tecnológicas, que estão começando para poder levantar a nossa economia. E a gente, na prática, não vê. 

No serviço público também, na assistência social, a gente vê cidades como Nova Serrana, que eu visitei recentemente, que tem o UPA PET, com convênio com a prefeitura.“, finalizou.

Para asssistir a essa entrevista completa, basta acessar o perfil do Divinews no Instagram nesse link.

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