Desde o pronunciamento de Biden, desistindo da candidatura dos democratas e apoiando Kamala Harris como nova presidente dos Estados Unidos, as dinâmicas eleitorais entre democratas e republicanos começaram a mudar.
No mesmo dia, o candidato à presidência dos EUA e ex-presidente, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais e em entrevistas que seria mais fácil derrotar Kamala Harris do que Joe Biden. O que ele não esperava era a reviravolta dos eleitores negros.
Os eleitores negros dos Estados Unidos, que ajudaram a levar Joe Biden à Casa Branca em 2020, têm sido historicamente o bloco eleitoral democrata mais confiável. Grande parte dos afro-americanos já prometeu apoio à vice-presidente Kamala Harris. Ela foi a primeira mulher negra a ser vice-presidente dos Estados Unidos, fortalecendo cada vez mais o movimento no país.
Em demonstração de entusiasmo pela candidatura de Kamala, dezenas de milhares de eleitores afro-americanos se reuniram nos últimos dias e arrecadaram quase US$ 3 milhões para sua campanha. Além disso, com a entrada de Kamala na corrida pela Casa Branca, o Partido Democrata viu uma chance de derrotar Trump ao investir na aproximação com o eleitorado negro e das minorias do país.
Kamala é a primeira mulher negra a servir como vice-presidente, vinda de uma família de origem indiana e 18 anos mais jovem que Trump. Ela representa um desafio eleitoral tanto por sua origem quanto por seus atributos. O partido adversário esperava um cenário em que Kamala não tivesse protagonismo, resultando na deserção da base de eleitores negros dos democratas. Além disso, esperavam explorar questões de gênero, questionando a capacidade de uma mulher em governar o país.
Este é outro ponto que o partido republicano não esperava: justamente por ser mulher, Kamala teria mais sensibilidade ao falar sobre as leis sobre abortos.
As celebridades estão ao seu lado
Após o anúncio da candidatura de Kamala à presidência, celebridades começaram a usar sua influência para estimular sua campanha. A cantora Beyoncé, que normalmente não permite que sua música seja usada em projetos onde ela não é protagonista, mas fez uma exceção. A renomada artista, que detém o recorde de mais prêmios Grammy na história, deu permissão para Kamala Harris usar a música “Freedom” em sua campanha. Beyoncé deixou claro que seu coração e voto estão com o Partido Democrata.
A música “Freedom” faz uma analogia à antiga canção “StewBall”, interpretada por um prisioneiro na penitenciária estadual do Mississippi. Parte do refrão diz: “Liberdade, onde você está? Porque eu também preciso de liberdade. Eu quebro correntes sozinho. Não vou deixar minha liberdade apodrecer no inferno. Ei! Vou continuar correndo. Porque um vencedor não desiste”. A música utilizada no movimento por George Floyd, assassinado brutalmente, e várias vezes para apoiar as mulheres negras.
Outras celebridades americanas também expressaram apoio a Kamala: George Clooney, Barbra Streisand, Spike Lee, Mark Hamill e Jamie Lee Curtis destacaram sua confiança em Harris para representar mulheres, minorias e a comunidade LGBTQIA+ dentro do Partido Democrata.






