Gafes de Biden: Troca nome de Volodimir Zelenski por Vladimir Putin e de Kamala Harris pelo arquirrival Donald Trump

Publicado por: Gustavo Majory

Joe Biden, ao tentar mostrar que está apto para concorrer à reeleição, cometeu duas gafes notáveis: chamou o presidente ucraniano Volodimir Zelenski de Vladimir Putin e, em uma coletiva, confundiu sua vice Kamala Harris com Donald Trump. Além dessas gafes, seus momentos de hesitação e a necessidade de falar sobre sua saúde neurológica levantaram preocupações sobre sua capacidade cognitiva.

Na tentativa de reafirmar sua capacidade de concorrer à reeleição, Joe Biden acabou fornecendo munição para seus opositores com duas gafes significativas. Em um evento projetado para mostrar que ele está em plena posse de suas faculdades mentais, Biden cometeu erros que ofuscaram suas declarações sobre política externa, um campo onde ele costuma se destacar.

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Gafes e questionamentos cognitivos

Confusão com Zelenski e Putin: Durante uma reunião importante, Biden chamou o presidente ucraniano Volodimir Zelenski de Vladimir Putin, um erro embaraçoso feito na frente de Zelenski.

Troca de Nomes com Kamala Harris e Trump: Em uma entrevista coletiva, Biden confundiu sua vice-presidente Kamala Harris com o ex-presidente e rival político Donald Trump.

Essas gafes, combinadas com momentos de hesitação e a necessidade de discutir sua saúde neurológica, levantaram sérias dúvidas sobre sua viabilidade como candidato presidencial.

Política externa

Apesar disso, aos 81 anos e tentado um segundo mandato, Biden conseguiu demonstrar clareza e profundidade em política externa, afirmando que a China pode pagar um preço por apoiar a Rússia na Guerra da Ucrânia. Isso foi reforçado no documento final da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que recebeu Zelenski em Washington e acusou Pequim de ajudar Putin com laços econômicos e insumos para armamentos.

Posição sobre a China e a Rússia: Biden destacou a possibilidade de aumentar o custo para a China por apoiar a Rússia na Guerra da Ucrânia. Isso já havia sido mencionado no documento final da cúpula da OTAN, que acusou Pequim de ajudar Putin, não apenas com laços econômicos, mas também fornecendo insumos para armamentos.

Relação Sino-Russa: Desde a invasão da Ucrânia, a China intensificou suas importações de petróleo russo e planeja comprar mais gás, compensando o mercado europeu que fechou as portas para esses produtos russos. Em 2023, os dois países alcançaram o maior comércio bilateral da história. No entanto, as sanções dos EUA a bancos chineses, especialmente em Hong Kong, têm dificultado essas transações e desacelerado o fluxo comercial em 2024.

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Ameaças Veladas à China: Biden sugeriu que os EUA estão prontos para se intrometer ainda mais na relação entre China e Rússia, enfatizando que Xi Jinping deve entender que há um preço a pagar por apoiar a Rússia.

OTAN

Biden defendeu a renovação da OTAN e sua política inovadora de compartilhar dados de inteligência que alertavam para a invasão iminente de Putin, um movimento inicialmente visto como um instrumento de pressão:

Defesa da Ucrânia: Biden afirmou que defender a Ucrânia é crucial, mas apresentou seu argumento para não permitir ataques com armas americanas em território russo, citando o risco de uma escalada desnecessária.

Aliança Transatlântica: Biden questionou retoricamente se o mundo é mais seguro com a OTAN, posicionando-se como parte de uma linha presidencial que remonta ao democrata Harry Truman e ao republicano Ronald Reagan.

Comentários sobre Israel e Afeganistão

Israel: Biden mencionou que Israel “ocasionalmente foi menos que cooperativo” nas discussões sobre o conflito com o Hamas, um tópico lateral comparado com a pressão sobre o suporte dos EUA à guerra de Binyamin Netanyahu contra os terroristas do Hamas em Gaza meses atrás.

Retirada do Afeganistão: Biden afirmou que sempre foi contra a ocupação do Afeganistão, uma declaração que contradiz suas ações como vice-presidente de Barack Obama. Ele mencionou a retirada caótica em 2021, que foi arquitetada no governo Trump.

Embora Biden tenha mostrado clareza em alguns aspectos de sua política externa, suas gafes e os momentos de hesitação levantaram dúvidas persistentes sobre sua capacidade cognitiva e viabilidade eleitoral. A preocupação com sua saúde mental e a capacidade de conduzir a nação podem ser fatores decisivos nas próximas eleições.

Fonte: Folha

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