O ex-presidente da Câmara Municipal de Muriaé, junto com sua esposa e assessor, foram condenados a mais de 11 anos de prisão por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Com as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi possível descobrir toda operação Catarse revelando um esquema de ocultação de bens ilícitos.
Segundo as investigações, o grupo utilizava “laranjas” para adquirir veículos, maquinários e outros bens. Além de constituir empresas de construção em nome de terceiros. A Justiça determinou penas superiores a 11 anos de reclusão para cada um dos envolvidos. Bem como, a perda de veículos, máquinas escavadeiras e carregadeiras em favor do Estado de Minas Gerais. Os réus também foram interditados de exercer qualquer cargo ou função pública, conforme previsto na Lei nº 9.613/98.
Em outro processo, o parlamentar já havia sido condenado a cinco anos e quatro meses de prisão semiaberto por corrupção e concussão. O réu ainda enfrenta acusações de 178 crimes de peculato e dois delitos de lavagem de dinheiro.
A Operação Catarse teve como objetivo desmantelar uma rede de corrupção passiva, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Com a execução de diversos mandados de busca e apreensão, prisão preventiva e bloqueio de bens, a operação já congelou aproximadamente R$ 12,5 milhões dos investigados, marcando um passo significativo no combate à corrupção na região da Zona da Mata mineira.






