Na última quarta-feira (3/7), três homens, com idades de 20, 23 e 26 anos, foram presos em flagrante no bairro Renascença, em Belo Horizonte, após uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) contra fraudes. O grupo é acusado de falsificar documentos de identidade e cartões de crédito de terceiros para realizar compras online e revender os produtos. Durante a ação policial, diversas máquinas de cartões e equipamentos foram apreendidos.
Policiais da 2ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes monitoravam uma residência no bairro Renascença desde o dia 24 de junho. A vigilância revelou que vários indivíduos em veículos eram recebidos por um dos suspeitos, que depois retornava com sacolas para entregar aos visitantes.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Arthur Martins da Costa Benício, a equipe seguiu o homem identificado como líder do esquema criminoso quando ele deixou a casa em um veículo. Ele foi abordado pelos policiais em posse de cartões de crédito em nome de terceiros. “Ao ser questionado sobre os fatos, ele admitiu que realizava compras fraudulentas na internet usando documentos falsificados e cartões de crédito de terceiros, para posterior revenda dos produtos”, detalhou Benício.
Os policiais civis voltaram à casa monitorada e abordaram os outros dois suspeitos, que também confessaram seu envolvimento nas práticas criminosas. “Eles afirmaram que recebiam as mercadorias adquiridas ilegalmente e forneciam suas fotografias para a falsificação de cédulas de identidade e dados cadastrais. Um deles possuía diversos chips de telefone”, explicou o delegado.
Durante a operação, outros envolvidos fugiram pelos fundos do imóvel. Dentro da residência, a polícia encontrou um vasto material destinado às práticas criminosas, incluindo máquinas de cartão de crédito, dezenas de cartões bancários em nome de terceiros, fotografias 3×4 de diferentes pessoas, cédulas de identidade aparentemente falsificadas, material para plastificação de documentos, impressoras, instrumentos para falsificação de identidade, dezenas de chips telefônicos, celulares, computadores, cadernos com rascunhos de assinaturas e dados cadastrais, latas de fórmula infantil, pacotes de fraldas descartáveis e quadros decorativos.






